Braskem confia em blindagem na Venezuela
21/06/2007

A Braskem, maior fabricante de resinas plásticas da América Latina, considera que tem blindagem internacional contra o risco político que a Venezuela de Hugo Chávez possa representar. Em abril, a companhia anunciou investimento conjunto de US$ 2,8 bilhões com a Pequiven (braço petroquímico da estatal venezuelana PDVSA) na instalação de dois complexos para produção anual de 1,3 milhão de toneladas de polietileno e 450 mil toneladas de polipropileno. O projeto prevê a divisão em partes iguais.

Segundo José Carlos Grubisich, presidente da Braskem, as garantias da companhia começam com o acesso à matéria-prima abundante e competitiva em relação aos principais concorrentes mundiais, os países do Oriente Médio. A maior parte do empreendimento (70%) será financiada por instituições multilaterais, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o IFC (braço de financiamento do Banco Mundial, Bird) e o banco de fomento da região andina.

Além do financiamento, Grubisich lembra que a Venezuela terá de importar equipamentos para a montagem do complexo e negociar a exportação com agências de crédito. 'Essas agências multilaterais criam uma blindagem. Para mitigar o risco, fizemos a opção pela modalidade de project finance (30% de recursos próprios e 70% de financiamento)', explicou o presidente da Braskem.

Além dos projetos na Venezuela, a empresa analisa a construção de uma unidade de polietileno no Complexo Petroquímico de Camisea, no Peru. (Fonte: O Estado de S. Paulo)