Empresas do estado prevêem crescimento maior para este ano
21/06/2007

A indústria de plástico do Paraná, que movimenta receitas anuais de US$ 3,2 bilhões, espera um crescimento de 7% em 2007, impulsionado principalmente pelo aumento da atividade econômica e do aquecimento de setores como automobilístico e do agronegócio.
Se confirmado, o desempenho do setor, que reúne 600 empresas e emprega 18 mil pessoas no estado, vai ficar acima do apurado de 2006, quando foi registrado um aumento de 4% nos negócios.
'Estamos retomando espaço nos últimos anos, mas teríamos que crescer pelo menos 12% ao ano para recuperarmos o que perdemos na última década', diz Dirceu Galléas, presidente do Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado do Paraná (Simep).
Galléas critica a valorização do real, que, além de prejudicar as exportações, também tem favorecido a importação de produtos acabados para o Brasil. 'Um exemplo desse movimento é o que ocorre no setor de brinquedos, que traz produtos acabados da China', afirma ele, que discutiu o tema no V Fórum Sul-Brasileiro do Setor Plástico, que foi realizado em Curitiba.
O evento reuniu cerca de 500 empresários do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e países do Mercosul, com participação das indústrias transformadoras, petroquímicas e presidentes sindicais.
O câmbio desvaforável derrubou a participação do comércio internacional nos negócios do setor. As exportações, que chegaram a representar 11% da receita do setor no Paraná, hoje respondem por 5% dos negócios. Segundo ele, a indústria de plástico paranaense, que vendeu 300 mil toneladas no ano passado, trabalha com uma ociosidade de 30%.
Segundo Galléas, outro fator negativo é a guerra fiscal, que fez com que algumas empresas instaladas no Paraná e em São Paulo direcionassem investimentos para outros estados, como Minas Gerais, Bahia e Amazonas. 'Estamos tentando reverter esse movimento, com a atração de um pólo de empresas para o estado', diz ele.
A idéia é atrair empresas transformadoras na área de abrangência da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, na região metropolitana de Curitiba, que vai passar a produzir propeno, usado como matéria-prima para a produção de polipropileno, usado em larga escala na produção de acessórios para automóveis, embalagens e utilidades domésticas, além de fraldas e absorventes. A previsão é que a produção em escala ocorra no final de 2008.
A Suzano Petroquímica já anunciou que planeja construir uma unidade de produção polipropileno no Paraná para absorver a produção de propeno da Repar. A previsão é investir US$ 216 milhões para fazer 200 mil toneladas por ano. 'Há um potencial para instalação de até 100 empresas transformadoras na região', diz Galléas. O Paraná responde por 8% a 10% do setor plástico nacional, de acordo com ele.
kicker: O evento reuniu cerca de 500 empresários do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e também de países do Mercosul (Fonte: Gazeta Mercantil)