Demanda interna por resina cresce 4,3% até maio
19/06/2007

A demanda do mercado brasileiro por resinas termoplásticas cresceu 4,3%% no acumulado de janeiro a maio, para 1,758 milhão de toneladas, de acordo com dados divulgados há pouco pelo Sindicato da Indústria de Resinas Plásticas (Siresp). O volume corresponde à soma das vendas internas, importações e VIPE venda interna para exportação) e foi puxado, principalmente, pelo segmento de policloreto de vinila (PVC), com alta de 14,2% no mesmo intervalo, para 412,5 mil toneladas.

De acordo com o presidente do Siresp, José Ricardo Roriz Coelho, esse desempenho do mercado em geral está dentro do previsto. "Para o ano, as projeções são as de crescimento de 8% a 10% na demanda brasileira por resinas", reiterou Roriz. "Estamos otimistas com o segundo semestre, que é o mais forte para a indústria", acrescentou.


Segundo o presidente do Siresp, além do PVC, o desempenho no segmento de polipropileno (PP) também foi destaque no acumulado dos cinco meses do ano. Em termos de consumo aparente, medido pela soma da produção e importações menos as exportações diretas, a alta em PVC foi de 10,6%, para 327,9 mil toneladas e em PP a expansão foi de 6%, para 501,4 mil toneladas. "O crescimento, nos dois casos, foi atendido por importações", afirmou Roriz.


O consumo aparente de poliestireno (PS) também subiu no intervalo, para 150,8 mil toneladas (+6,3%). As demais resinas apresentaram queda nessa conta, de 10,2% no caso do polietileno de alta densidade (PEAD) a 0,7%, como o polietileno de baixa densidade (PEBD). No conjunto, o consumo aparente por resinas caiu 1,4% em cinco meses.


De acordo com o levantamento, realizado pela Comissão Setorial de Resinas Termoplásticas (Coplast) da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), as exportações de resinas no período cresceram 27,6%, para 506,5 mil toneladas, ante 397,1 mil toneladas entre janeiro e maio de 2006.


Entre as resinas com maior crescimento nas vendas externas estão o PEAD, com 52,3% de aumento, polietileno de baixa densidade linear (PEBDL), com 36,4%, PVC (34,7%) e PP (31,8%). As importações, por sua vez, cresceram 18,2%, para 272 mil toneladas. Também nesta conta o destaque ficou com o PVC, com alta de 61,3%(76,7 mil toneladas). (Fonte: Agência Estado)