APL do Plástico ganha adesões
04/06/2007

O programa do APL (Arranjo Produtivo Local) do Plástico do Grande ABC contabilizou seis novas adesões de pequenas empresas, desde que foi formalizado oficialmente, em março. Atualmente, já são 36 indústrias participantes e a meta é chegar a 60.

A intenção do projeto é fortalecer o APL do setor – ou seja, fazer com que o grande número de micro e pequenas empresas que atuam no segmeno localizadas na região realizem ações de cooperação, de forma articulada com diversas entidades, para ampliar a competitividade de seus negócios.

Atualmente, o Grande ABC é um dos principais pólos produtores de plástico transformado (embalagens e peças feitas com o material), ao reunir mais de 500 fabricantes e responder por 6,3% do faturamento do do setor – que registrou a marca de R$ 37,5 bilhões em vendas em 2006. Dos cerca de 500 fabricantes, mais de 94% deles são micro e pequenas empresas.

O programa tem apoios de peso, entre as quais instituições como a Banco Mundial, Fiesp e Suzano Petroquímica, Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC e Sebrae, o que atrai o interesse.

INTERCMBIO - Uma das empresas que resolveu aderir foi a fabricante de vedações e tampões industriais Sul-Americana, de São Bernardo. Para a empresária Vânia Regina Costa Alberto, a participação deverá ser de grande valia.

“É possível ter acesso a informações, treinamento e troca de informações. Analisei o projeto e para nós é importante. Será um lugar de apoio e poderemos tirar dúvidas técnicas”, afirmou Vânia.

O coordenador do programa, Joelton Santos, ressalta que, além de treinamento e consultoria, as empresas têm a oportunidade de se consolidar com base em ações em parceria com as entidades gestoras, que podem tornar a região um centro mundial de referência no segmento. “A cultura tem de mudar e as empresas têm de perceber a importância de se cooperarem”, disse o coordenador.

Santos acrescenta que uma das primeiras ações a serem desenvolvidas será um diagnóstico setorial, que será implementado em parceria com o Senai e e a Fei, para que se conheça melhor as carências das empresas, de gestão e dos processos produtivos. (Diário do Grande ABC)