BRASILPLAST 2007 impressiona pela inovação e volume de negócios
24/05/2007

Os representantes da cadeia produtiva do plástico estavam para lá de otimistas no encerramento da BRASILPLAST 2007. O intenso movimento registrado durante todo o período da feira reforçou o bom momento que vive o setor, que a cada edição do evento se mostra mais competitivo. A 11ª Feira Internacional da Indústria do Plástico traduziu-se, mais uma vez, em oportunidade para as empresas divulgarem seus lançamentos e realizarem contatos com um público altamente qualificado. A Alcantara Machado Feiras de Negócios, promotora da feira, calcula que mais de 60 mil visitantes, de 58 países, passaram pelos portões do Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, de 7 a 11 de maio. Na semana que foi marcada pela visita do papa Bento XVI à capital paulista, o mercado nacional mostrou-se preparado para uma fase de crescimento.

Oitavo mercado petroquímico do mundo e o maior da América Latina, o Brasil teve na BRASILPLAST uma grande oportunidade para abrir contatos com novos clientes nacionais e estrangeiros. Para o vice-presidente da Abiquim – Associação Brasileira da Indústria Química - e presidente do Siresp - Sindicato das Indústrias de Resinas Sintéticas do Estado de São Paulo, José Ricardo Roriz Coelho, a feira continua sendo o cenário ideal para bons negócios, para o fortalecimento das relações com mercados importantes e para propagar as inovações e colocar o país na dianteira da cadeia produtiva. “O Siresp recebeu um número expressivo de visitantes estrangeiros, entre eles bolivianos, venezuelanos, argentinos e uruguaios”, completa. O grande volume de estrangeiros presentes na BRASILPLAST foi destacado também pela Abimaq - Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos. A entidade defende que a feira é a vitrine da indústria plástica brasileira, sendo referência no calendário internacional.

“A feira superou as expectativas, que já eram boas, principalmente pela qualidade do público. Visitantes e compradores do mundo todo passaram pelos estandes da feira. Considero o evento excepcional”, declara Merheg Cachum, presidente da Abiplast – Associação Brasileira da Indústria do Plástico.

A Maqplas, por exemplo, gerou negócios que renderão o ano inteiro. ”Vendemos 18 equipamentos e recebemos visitantes de toda a América Latina, além de alguns países da Europa, inclusive na sexta-feira, 11 de maio, o que demonstra o reconhecimento internacional da feira”, diz a diretora Maristela Simões de Miranda.

"Nossa avaliação sobre a feira é a melhor possível. Na BRASILPLAST 2007, unimos relacionamento e negócios e, com essa fórmula, obtivemos muito êxito. Recebemos, diariamente, mais de 1500 pessoas em nosso estande e concretizamos muitos negócios já em andamento", comenta Sergio Kertész, do Marketing Institucional da Brasken. Na Romi, empresa de máquinas injetoras que participa da feira desde a sua primeira edição, não foi diferente. “A BRASILPLAST é fundamental para toda a indústria do plástico. Sempre aproveitamos a feira para expor os lançamentos e ampliar nosso leque de clientes”, comenta o diretor Giordano Romi Júnior.

A opinião é compartilhada por Adriana Saliba Morasco, da área de Marketing & Strategy Management da Rhodia, que contabilizou a visita de mais de 300 clientes da companhia em seu estande no decorrer da feira. “O balanço é muito positivo”, garante. “Fechamos bons negócios, estreitamos relacionamentos e apresentamos novidades”, assegura também o diretor de Marketing da Carnevalli, Waldemir Carnevalli Filho.

Historicamente, a BRASILPLAST é o momento em que a cadeia produtiva do plástico apresenta suas novidades. Foi o que aconteceu na edição de 2007. Os expositores levaram as inovações que, em breve, estarão presentes no dia-a-dia das pessoas. “Fiquei positivamente impressionado com a BRASILPLAST, principalmente pelo alto nível dos expositores e ao grande número de visitantes de qualidade. Há que se reconhecer que o Brasil está evoluindo muito em inovação”, conta o vice-presidente da Bayer, Henning Von Koss. O raciocínio do diretor de Marketing GE Plastic, Edson Simielli, segue na mesma linha. "Na feira temos a oportunidade de divulgar conceitos, aplicações e novas tecnologias, mas fiquei positivamente surpreso, principalmente em relação aos novos projetos”.

Percorrendo o pavilhão, as impressões positivas se multiplicam. Foi com muito entusiasmo que Aldo Ciola, diretor da Ciola, fez um balanço da BRASILPLAST 2007: “temos uma estimativa de R$ 1 milhão em negócios gerados através da feira”. Outros empresários também comemoram os resultados. “A visitação no estande foi expressiva nos primeiros dias, já com negócios tabulados e a expectativa de fechar contratos com potenciais clientes conquistados durante a feira”, diz Luciane Bondan Shorr, diretora da Himaco. Tradicional fabricante de máquinas injetoras de termoplásticos, a empresa produziu em seu espaço 50 mil medalhas de Frei Galvão, doadas para a Arquidiocese de São Paulo e distribuídas na missa de canonização do beato.

Entre os executivos, a opinião também convergiu. “Quando se fala em plástico, fala-se em BRASILPLAST. Participamos há 10 edições e este ano conseguimos 10 novos clientes”, revela Ronaldo Cozim, da área de Marketing e Comunicação da empresa Igaratiba. Ruy Mendes Vita, diretor Industrial da Flexo Power, concorda: “temos uma grande expectativa de vendas para os próximos meses, graças aos contatos que fizemos no evento”. Da mesma forma, Afonso Podadera, diretor geral da Moldmaster América Latina, entusiasma-se com os resultados, mencionando as encomendas de 500 controladores de temperaturas. “Em três dias, vendemos dois terços do que é previsto para o ano”. Na Polimáquinas o clima era o mesmo: “Vendemos 10 máquinas, várias delas para o exterior, incluindo países tais como México, Peru, Chile, El Salvador e Argentina”, diz Clovis Barbosa, gerente Comercial.

Até mesmo pela expectativa de possíveis dificuldades com a vinda do Papa a São Paulo, muitos visitantes e expositores se prepararam para a visitação e o atendimento entre segunda e quinta-feira. No entanto, os corredores lotados do Pavilhão de Exposições do Anhembi durante toda a semana mostraram que tudo não passou de mera expectativa. Para Regina Moura, gerente de Comunicações para América Latina da DOW, mesmo com a visita de Bento XVI, a empresa reuniu em seu estande os principais clientes do Brasil e da América Latina em todo o período da feira. “Vieram muitas pessoas interessadas e decisores de compra”, comenta Fabíola Padilha, supervisora de Marketing da Sunny Vale.

Única feira da qual o Grupo Solvay participa de maneira institucional, a BRASILPLAST 2007 superou também as expectativas do gerente de Relações com o Mercado, Édison Carlos. “Iniciamos bons negócios durante a feira, principalmente com compradores da América Latina. Sem esquecer o público altamente qualificado e com forte poder de decisão nas empresas”. “As pessoas já vêm com intenção de fechar negócio e isso conta muito. Colheremos os bons resultados da feira até pelo menos setembro”, assegura Luciana Leite, do Marketing da Mecalor.

Jefferson Garbelotti, engenheiro da área de Plásticos Especiais da Eastman, disse que já sabia da importância e da força comercial que a BRASILPLAST no cenário latino-americano, “mas estamos impressionados com a alta qualificação profissional dos visitantes”. Segundo Garbelotti, o evento deverá proporcionar à Eastman excelentes resultados no médio prazo. “Fechamos cerca de 30 negócios até o momento e estamos otimistas com os resultados futuros”, disse o gerente de Vendas da Tripack Filmes, Reinaldo Andrade. Para Roberto Guarnieri, gerente comercial da Furnax, sua também empresa deve fechar bons negócios no período pós-feira.

As empresas do setor plástico mostraram na BRASILPLAST 2007 que estão também preocupadas com os recursos naturais. A Basf aproveitou a feira para lançar um novo produto e utilizou o conceito de sustentabilidade em elementos de seu estande. O tema esteve presente ainda na Sansuy. Fábia Tanabe, do Marketing, ressaltou a importância da BRASILPLAST como espaço para exposição da marca empresa e das inovações em produtos, entre eles soluções voltadas para o agronegócio e o meio-ambiente.

A exposição de máquinas produzindo em tempo real é um forte apelo da BRASILPLAST. “O evento contribui para que os clientes em potencial vejam nossas máquinas em funcionamento. Abrimos negociação de máquinas e projetamos vendas no médio prazo”, avaliou Juliana Verdenacci, que atua no Marketing da Wortex, fabricante de máquinas para reciclagem de plástico. Já a analista de Importação e Exportação da Battenfeld do Brasil, Angelita Pontes, calcula que mais de 20 projetos para venda de máquinas injetoras foram iniciados na BRASILPLAST.

Rodadas de Negócios 2007
As rodadas de negócios da BRASILPLAST alcançaram excelentes resultados. Entre os dias 9 e 10 de maio, o evento organizado pela Abimaq - Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos reuniu 13 empresas compradoras internacionais com 18 empresas nacionais. Ao todo, foram 67 encontros que, segundo os organizadores, devem geram US$ 4,4 milhões em negócios nos próximos 12 meses. A expectativa da Abimaq é que a feira renda R$ 200 milhões em vendas nas áreas de máquinas, equipamentos e acessórios para plástico.

O 8º Projeto Comprador, organizado pelo Export Plastic, também superou as expectativas. Nos dias 8 e 9 de maio, o evento contou com a participação de 60 fabricantes de produtos plásticos associados ao projeto, que puderam entrar em contato com 20 importadores de diversos países. A estimativa de negócios para os próximos meses está prevista em US$ 5 milhões. Algumas empresas fecharam negócio ali mesmo, a exemplo da Braspack, que obteve respostas positivas dos clientes nas 12 reuniões que realizou. “As rodadas foram dinâmicas. Nesta edição os compradores ficaram em mesas fixas e nós, expositores, rodávamos de mesa em mesa”, afirma Sidney Moreira, representante da área internacional da empresa.

Financiamentos e crédito

Como é de costume, durante a BRASILPLAST 2007, os expositores e compradores da feira tiveram vantagens nas negociações. Bradesco e Banco do Brasil ofereceram facilidades em financiamentos e linhas de crédito com taxas diferenciadas para negociações iniciadas no evento. Foram oferecidos, por exemplo, redução de 1% ao ano nas taxas do Finame (que, normalmente é de 12,5% a.a.). O Bradesco projeta aumento de 30% no volume dos financiamentos na BRASILPLAST 2007, em relação a última edição da feira

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento) também contribuiu. De acordo com Elizabeth Martins e Maria Eunice Coelho, ambas do departamento de Marketing da instituição, banco fez cerca de 20 atendimentos por dia, que geraram expectativas de negócios futuros. “Gostamos muito da feira e da presença da mídia no local”, disse Elizabeth.

Reciclagem
Durante a BRASILPLAST 2007 mais de 30 toneladas de materiais plásticos foram reciclados. A Plastivida - Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos comandou a iniciativa, que promoveu a campanha de coleta seletiva para melhor conscientizar a sociedade sobre sua importância. Foram distribuídos 20 pontos de coleta no Pavilhão do Anhembi e a equipe da RecicLázaro ajudou na divulgação dos folhetos explicativos, tirando dúvidas dos visitantes sobre reciclagem. “Fomos procurados por muitas empresas para saber como implantar programas de reciclagem”, conta o coordenador do projeto Marcos Moreira Vaz. (Fonte: 2Pro Comunicação)