Copesul define nova diretoria e anuncia alta de 28% no lucro
26/04/2007

A Companhia Petroquímica do Sul (Copesul) e a Ipiranga Petroquímica (IPQ), agora controladas pela Braskem, têm desde ontem novos diretores-superintendentes. À frente da Copesul foi confirmado Alfredo Tellechea. Para a IPQ, foi anunciado Roberto Bichoff, antes diretor de Projetos Internacionais da Braskem. Apesar do mandato de três anos, tanto a direção quanto o novo conselho são provisórios devido ao processo de integração que sofrerão pela Braskem.



O presidente da Braskem, José Carlos Grubisich disse que a integração deve ocorrer "dentro de um tempo curto". Grubisich também foi ontem reeleito presidente do Conselho de Administração da Copesul.



Grubisich lembrou que, com a aquisição, a Braskem vai ganhar cerca de US$ 500 milhões em sinergias. Só as exportações devem subir de US$ 1,4 bilhão para US$ 2 bilhões em 2007. Os resultados financeiros das duas empresas, entretanto, só serão acrescidos totalmente ao balanço da Braskem a partir do segundo trimestre.



Tellechea informou ter sido procurado há cerca de três semanas por Grubisich. Segundo ele, o fato de ser ligado à Ipiranga, que antes mantinha com a Braskem uma ferrenha disputa pelo controle da Copesul, não pesou para recusar o convite. "Sou um profissional e estava no mercado. A Ipiranga é uma página virada na minha vida", disse Tellechea, que substitui Luiz Fernando Cirne Lima, há 12 anos à frente da Copesul.



Outra alteração foi a escolha de Michael Machado para a Diretoria Financeira e de Relações com Investidores, em substituição a Bruno Albuquerque Piovesan. O Conselho de Administração passou de sete para nove membros, sendo cinco ligados à Braskem, três à Petroquisa e um indicado pelos funcionários.



Resultados



A Copesul também divulgou ontem o resultado financeiro do primeiro trimestre. O lucro líquido foi de R$ 204 milhões, 27,5% superior ao do mesmo período de 2006. A receita bruta chegou a R$ 2,167 bilhões, avanço de 16,5% sobre os três primeiros meses de 2006, enquanto a líquida somou R$ 1,746 bilhão, o equivalente a um crescimento de 21,2%. O Ebitda foi de R$ 349,1 milhões, um aumento de 20,2% sobre o primeiro trimestre do exercício anterior, enquanto a margem Ebitda foi de R$ 20 milhões, uma leve retração de 0,8%. O volume vendido de petroquímicos básicos, solventes e gasolina atingiu 752 mil toneladas, 6,7% a mais em relação ao período equivalente de 2006. A comercialização de eteno cresceu 7,5%, totalizando 300 mil toneladas.(Fonte: Gazeta Mercantil)