Busca por incentivos para indústria petroquímica e do plástico
26/04/2007

O Seminário “Competitividade do Setor Petroquímico/Plástico Paulista”, realizado na terça-feira na Assembléia Legislativa de São Paulo, foi uma importante e pioneira iniciativa por parte dos poderes público e político no intuito de promover a competitividade do pólo petroquímico e plástico paulista. “Pela primeira vez em toda a minha carreira no setor do plástico encontro a oportunidade de participar, dentro desta Assembléia, de uma discussão sobre os rumos da indústria petroquímica e do plástico, sertores que sofrem com alíquotas de impostos na ordem de 18%” afirma o co-presidente da Suzano Petroquímica, José Ricardo Roriz Coelho.

Além da questão da guerra fiscal - cenário onde o setor busca reduzir a alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de 18% para 12%, um dos grandes fatores responsáveis pelas perdas da industria paulista - questões sobre qualificação da mão-de-obra, custos do capital para investimentos em modernização de equipamentos e processos de produção também mereceram atenção nos debates deste evento.

Outro dado levantado nas discussões e que também preocupa os políticos empresários da cadeia petroquímica e dos plásticos é a queda de 14% na demanda da concentração das indústrias no Estado de São Paulo, além do estado apresentar o menor crescimento no consumo de resinas do Brasil. “Em médio prazo a tendência será das empresas mais velhas ficarem em São Paulo e as novas, kodernas e mais produtivas rumarem para outros estados, tornando-se necessárias e imediatas respostas de nossa parte” analisa o prefeito de Santo André, João Avamileno.



Avamileno sinaliza outra questão importante: com a saída das indústrias clientes, os fornecedores de embalagens também têm deixado o estado. Com isso, estados como a Bahia (em função de montadoras como a Ford) e Santa Catarina (pela larga produção de frangos), porexemplo, acabam aumentando o consumo de material plástico. “Para fins de arrecadação de ICMS é muito importante que as indústrias de embalagens com alto valor agregado estejam instaladas no Estado de São Paulo” avalia João Avamileno.



Para Roriz Coelho, o caminho natural para a recuperação dos negócios do pólo paulista é atrair e fixar as empresas transformadoras, através de incentivos à indústria com Arranjos Produtivos Locais (APL), parcerias com grandes grupos e especialização da produção.



Uma das previsões mais otimistas é a de que o setor deva gerar 12,5 mil empregos novos se indústria de transformação conseguir absorver o aumento da oferta de resinas no mercado brasileiro. Hoje são 310 mil empregos gerados por 8 mil indústrias em São Paulo. “Estou bastante satisfeito com os resultados desse início de trabalho e acredito que a aproximação com setores da política alinhados com a busca pelo desenvolvimento da indústria no Estado de São Paulo apenas precisam tomar caminhos mais ágeis nas tomadas das decisões” avalia Roriz Coelho.