Pólo vai gerar R$ 7 bilhões em investimento
16/04/07

A formação de uma empresa petroquímica integrada no Sudeste, que consolide ativos de diferentes companhias no eixo Rio-São Paulo, pode gerar R$ 7 bilhões em novos investimentos. A afirmação é do presidente do grupo Unipar, Roberto Garcia, que negocia com a Petrobras e com a Suzano Petroquímica a possível consolidação das operações do Pólo Petroquímico de Capuava e da Rio Polímeros em uma única companhia integrada.

“A nova empresa a ser criada deve alavancar ativos e gerar R$ 7 bilhões em novos investimentos. Hoje os ativos existentes estão avaliados em aproximadamente R$ 12 bilhões, mas existe um grande potencial pela frente”, disse.

Garcia ressaltou que nos R$ 7 bilhões não está incluído o projeto do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), concebido pela Petrobras, que deverá ser construído em Itaboraí (RJ) ao custo estimado de cerca de US$ 8,5 bilhões.

Nessas negociações para a integração do Pólo do Sudeste, a Unipar discute, além de mudanças na composição acionária das empresas de Capuava, a entrada como sócia no Comperj, que tem previsão de conclusão em 2013. “Tudo indica que (esse complexo) deverá ser comandado pela nova empresa integrada”, disse o executivo.

Garcia, que participou sexta-feira de debate sobre o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) em São Bernardo, afirmou que o modelo ideal para a composição desse bloco do Sudeste seria de 60% de capital privado e 40% da Petrobras.

O executivo da Unipar saudou o apoio dado pela ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à integração. Dilma, que também participou do debate sexta-feira, em São Bernardo, afirmou que a unificação de ativos é importante para o fortalecimento do setor no Sudeste e acelerar o crescimento do País. “Eu acho que cabe fazer um processo de unificação de plantas”, disse a ministra.

“Era tudo o que precisávamos ouvir: uma mensagem de compromisso com o crescimento e valorização da petroquímica do Sudeste”, disse o presidente da Unipar.

No mesmo debate, o diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, destacou que uma associação forte de empresas pode tornar o setor na Região Sudeste mais competitivo. “E a Petrobras vai participar com certeza. A visão do governo e da companhia é de fortalecimento do setor com participação ativa da Petrobras”, acrescentou Costa.(Fonte: Diário do Grande ABC)