Indústria cobra agilidade
09/04/2007

O coordenador do departamento econômico da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia), Denis Ribeiro, diz que o segundo mandato do presidente Lula carece de agilidade e vontade para reduzir a carga tributária e resolver o problema do déficit da previdência. "O governo está inchado, gasta mais do que arrecada e por isso não tem recursos suficientes para investir. Há muitos gastos em benesses sociais". Ribeiro questiona a capacidade do governo federal de executar todas as obras previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "Na verdade, o PAC é um plano de investimento das estatais, justamente porque elas se capitalizaram no exterior.

O governo não tem cacife para isso. Enquanto que o empresariado aguarda para ver como funcionará para começar a investir. Além disso, o programa precisa de gestor. Existe planejamento, mas duvido de que será executado plenamente". Para o co-presidente da Suzano Petroquímica, José Ricardo Roriz Coelho, as negociações de Lula com o PMDB para a inclusão do partido no governo foram acertadas. "A garantia da governabilidade foi alcançada com sucesso e de forma rápida, mesmo com um partido das dimensões do PMDB", diz.

O executivo considerou o PAC como a atitude mais importante do presidente nesse período. Mas, segundo ele, o Brasil tem de ficar de olho no mercado internacional. "Há o risco de desaceleração da economia nos EUA. A China vende muito para lá e, caso a economia norte americana desacelere, a China terá de colocar seus produtos no resto do mundo", analisa Roriz. (Fonte: Gazeta Mercantil)