Complexo petroquímico do Rio de Janeiro deve ter novos sócios, diz Petrobras
29/03/2007

O projeto do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) deverá ter novos sócios, segundo informou hoje o diretor do abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, que participou de audiência pública na Câmara dos Deputados. Ele afirma que o Complexo do Rio vai ajudar na consolidação do setor petroquímico na região Sudeste.





A expectativa da Petrobras é que o desenho dessa consolidação fique pronto no prazo de seis meses a um ano, já considerando o projeto do Rio.





O Comperj é um projeto da Petrobras em parceira com o grupo Ultra e o BNDES para processar óleo pesado e que deverá receber investimentos em torno de US$ 8 bilhões e será instalado nas cidades de Itaboraí e São Gonçalo (região metropolitana do Rio). O objetivo estratégico do pólo petroquímico do Rio é reduzir as importações de nafta.





Costa afirma estão sendo feitas conversas iniciais com a Suzano e a Unipar para se fazer um desenho de consolidação da indústria petroquímica na região Sudeste. "Pode ter Suzano e Unipar ou outros sócios brasileiros e estrangeiros", disse Costa.





Segundo ele, os contatos são feitos para avaliar os ativos da Suzano e Unipar mas também para verificar como o Complexo do Rio irá agregar valor ao pólo do Sudeste.





O executivo usa o exemplo do Complexo de Triunfo, no Rio Grande do Sul, para explicar como pode se feita a consolidação do setor petroquímico no Sudeste. No RS, a aquisição dos ativos do grupo Ipiranga pela Petrobras e Braskem deve levar a buscas de sinergias de gestão e produção entre as refinarias localizadas na região.





Na avaliação do Costa, o Comperj será extremamente importante para a indústria petroquímica brasileira porque será fonte de matéria-prima para o crescimento do setor no país.





Segundo ele, a Petrobras não tem condições hoje de atender o mercado com o fornecimento atual de gás natural e nafta (matéria-prima fundamental do setor petroquímico). O executivo também negou a intenção de verticalização da Petrobras nesse setor e disse que a estatal não passará da segunda geração de petroquimicos (eteno). (Folha Online)