Pólo no Sudeste trará impulso a arranjo produtivo paulista
26/03/207

A consolidação de um pólo petroquímico no Sudeste representará um impulso adicional ao Arranjo Produtivo Local (APL) do Plástico, no Grande ABC, em São Paulo. A perspectiva é do coordenador do projeto, Joelton Gomes Santos. “Acredito que essa consolidação trará ainda mais força ao APL e poderá resultar na atração de outras empresas para a região”, afirma.

O programa, que foi lançado oficialmente na semana passada, tem por objetivo impulsionar os negócios dos transformadores do Grande ABC.

Segundo o coordenador do projeto, a cadeia do plástico na região movimentou R$ 2,4 bilhões em 2006, ou 6,3% de todo o montante faturado pela cadeia no Brasil.

A princípio, o valor investido na segunda fase do APL será de R$ 4 milhões. Mas o coordenador prevê que este montante será ampliado. “Já acertamos um convênio com a Associação das Indústrias do Pólo Petroquímico do Grande ABC [Apolo]”, diz, destacando que o valor e o acordo em si ainda não foram assinados. Além da entidade, outras empresas da região deverão investir no fortalecimento dos transformadores, prevê.

O objetivo do APL é reunir 50 companhias em um projeto piloto que promoverá o intercâmbio de informações entre as empresas. Entre outros pontos, os transformadores terão suporte nas áreas de gestão, métodos de produção e marketing. A meta do programa, cuja duração será de três anos, é ampliar a receita das empresas envolvidas no APL em 5% ao ano, em média. Entre 2000 e 2005, o crescimento das empresas da região foi de 3,3%. No Brasil, a expansão média dos transformadores foi de 5,1%. “Queremos fazer com que a região volte a ser a referência nacional da cadeia”, diz.

Com o desenvolvimento do APL, o coordenador do projeto acredita que a região deixará de “perder” empresas para outros estados. Atualmente, o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado em São Paulo está em 18%, ante os 9% cobrados em outros estados, como o Rio Grande do Sul, que desde o início da semana passada faz parte do pólo petroquímico do Sul.

Pólo do Sudeste

A expectativa das empresas instaladas em São Paulo é de que o pólo petroquímico do Sudeste seja criado rapidamente. A preocupação é que vantagens fiscais e oferta abundante dos pólos do Sul e Nordeste atraiam transformadores do ABC.

Para agilizar a consolidação na região, será preciso que empresas como Suzano Petroquímica e Unipar, além da Petrobras, intensifiquem as tratativas tanto em relação às centrais já existentes (Petroquímica União e Rio Polímeros) quanto à participação dessas empresas no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro. (Fonte: DCI)