Exportações químicas têm salto de 36%
26/03/2007

Como reflexo do mercado internacional aquecido e de cotações em alta no exterior, as exportações brasileiras de produtos químicos deram um salto no primeiro bimestre de 2007. Alcançaram quase US$ 1,6 bilhão, 36,3% a mais do que no mesmo período de 2006.
Os números, divulgados pela Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química), surpreenderam a própria associação do setor. “Os primeiros meses do ano geralmente são mais calmos, é atípico”, afirmou o diretor técnico de Assuntos de Comércio Exterior, Renato Endres.
As vendas externas do segmento representaram 7,5% do total das exportações brasileiras de bens e materiais nos dois primeiros meses do ano. Em volume, os itens químicos exportados foram superiores a 1,5 milhão de toneladas, com aumento de 26,1% em relação ao primeiro bimestre de 2006.
O crescimento foi generalizado, atingindo os mais diferentes subsetores. A área de resinas termoplásticas (no Grande ABC, há representantes dessa atividade, como a Suzano Petroquímica e a Polietilenos União) teve ampliação de 50% em receita obtida com encomendas a outros países (saltou de R$ 188 milhões para R$ 282 milhões nesse primeiro bimestre).
As exportações de petroquímicos básicos (eteno e propeno, por exemplo, produzidos por empresas como a Petroquímica União, de Santo André) avançaram de forma ainda mais expressiva. Cresceram 121%, de R$ 51 milhões nos dois meses de 2006 para R$ 113 milhões no mesmo período deste ano.
Importados - As importações também tiveram forte aumento, de 32,3% no bimestre inicial de 2007, somando mais de US$ 3,2 bilhões. Com isso, apesar da alta das vendas externas, o déficit na balança comercial teve crescimento de 22,36%, superando o valor de US$ 1,6 bilhão.
Segundo Endres, os números atestam a reação do mercado interno no início deste ano, que já havia sido apontada por outro levantamento da Abiquim.
Nesse caso, um dos destaques são os produtos para a área agrícola, entre os quais, intermediários para fertilizantes (nesse caso, as compras feitas de fabricantes de outros países saltaram de US$ 253 milhões para US$ 444 milhões). (Fonte: Diário do Grande ABC)