Braskem prevê ampliar capacidade em 80% até 2012
22/03/2007

A compra da Ipiranga Petroquímica (IPQ) em associação com a Petrobras permitirá a Braskem subir apenas uma posição no ranking entre as maiores companhias globais do setor.


No entanto, a petroquímica controlada pelo grupo Odebrecht se aproximará mais do grupo das dez maiores do setor, meta que poderá ser obtida com os diversos projetos previsto pela empresa até o início da próxima década. Até 2012, a petroquímica prevê elevar sua capacidade de produção de resinas - usadas na transformação de produtos plásticos - em 80%.


A Braskem produz cerca de 2,4 milhões de toneladas de resinas como polietileno, polipropileno e PVC. Isso a colocou na 14ª posição em 2006, segundo dados da consultoria internacional Tecnon.


Assumindo os ativos da Ipiranga, que inclui cinco plantas petroquímicas situados no pólo petroquímica do Sul, a companhia adicionará mais de 730 mil toneladas à sua capacidade, chegando a cerca de 3,1 milhões de toneladas. Isso fará a empresa subir para a 13ª colocação, à frente da americana Lyondell.


No plano de investimento da Braskem até 2012, a petroquímica prevê chegar a 5,6 milhões toneladas de capacidade de produção de resinas, acima da meta anterior de 4,8 milhões de toneladas que não previa a compra do grupo Ipiranga.


Na conta da Braskem, estão os projetos da construção da fábrica da Petroquímica de Paulínia (mais 350 mil toneladas de polipropileno) com a Petrobras, da nova unidade de polipropileno no pólo petroquímico de Camaçari (350 mil toneladas). É previsto ainda novas capacidades de PVC (150 mil toneladas) na Bahia e em Alagoas.


No exterior, estão previstos os investimentos juntamente com a Pequiven em uma planta de polipropileno (450 mil toneladas) e de um pólo integrado de gás e polietileno (1,3 milhão de toneladas), ambos na Venezuela, estimados em mais de US$ 2 bilhões.


Caso esses projetos realmente saiam do papel, a empresa poderá figurar em 2012 entre as dez primeiras maiores petroquímicas do mundo desde que não existam grandes ampliações de capacidade, seja por meio de unidades novas ou fusões e aquisições entre as companhias.


Esses investimentos seriam feitos ao longo do fim do ciclo de alta da indústria petroquímica que se inicia neste ano, conforme prevê a Merrill Lynch quando as margens do setor se encolherão e os lucros das companhias serão provavelmente menores. (Fonte: Valor Econômico)