Setor químico tem melhor janeiro desde 2000
19/03/2007

A indústria química brasileira entrou em 2007 com o pé direito, ao registrar em janeiro o melhor índice de crescimento na produção para esse mês dos últimos sete anos. O bom desempenho – alta de 3,89% na comparação com janeiro de 2006 – refletiu uma melhora geral da demanda em diversos setores industriais brasileiros, somada à recomposição de estoques por parte dos clientes (outras indústrias) e desempenho favorável das exportações.

Os dados, da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química), mostram que a perspectiva é de continuidade dos bons números observados na média de 2006. O indicador de produção do ano passado (alta de 3,79%) já era o melhor patamar médio em relação ao observado nos últimos sete anos.

O setor mostrou ainda uma recuperação após quedas nos últimos meses do ano passado. Após encerrar o período com índices negativos de 3,1% e de 2,92%, respectivamente, em novembro e em dezembro, houve elevação de 2,68% no primeiro mês de 2007 em relação a dezembro.

Junto com a alta na fabricação de produtos químicos, as vendas internas reagiram, subindo 3,66% em janeiro ante dezembro. Isso interrompeu quatro meses seguidos de declínio, o que comprova a melhora do mercado nacional do segmento.

Entre os subsetores que foram bem, um dos destaques foram as resinas termoplásticas (itens fabricados por companhias como a Suzano Petroquímica e Polietilenos União, ambas localizadas no Pólo de Capuava, no Grande ABC). Esses produtos, que são insumo para a fabricação de peças e embalagens de plástico, tiveram alta de 6,36% na produção no mês ante janeiro de 2007.

Capacidade - Um dos índices que mostrou retração em janeiro foi o nível de utilização da capacidade instalada das fábricas, que ficou em 83% (ou seja, 7% de ociosidade), dois pontos abaixo do mesmo mês de 2006 (85%).

No entanto, é preciso ressaltar que na maioria dos subsetores houve elevação da capacidade, com exceção de alguns com forte peso na amostra que tiveram paradas de manutenção. É o caso da área de solventes industriais da Rhodia Poliamida, de Santo André. (Fonte: Diário do Grande ABC)