PQU revê de novo valor da expansão
22/02/2007

Pela segunda vez, a Petroquímica União (PQU) reviu para cima o orçamento do seu plano de expansão, elevando em 30% o valor do investimento. O valor, de R$ 840 milhões, passou para R$ 1,156 bilhão. A empresa também adiou por três meses a data de início da operação, de abril de 2008 para julho do ano que vem. A PQU prevê ampliar a capacidade de eteno - usado na produção de resinas termoplásticas - de 500 mil toneladas para 700 mil toneladas anuais.


A empresa já tinha revisto o valor, em janeiro de 2006, em 50% em reais e 85% em dólares ao inicialmente previsto. Quando a PQU assinou o contrato com a Petrobras, parceira do projeto, a previsão era investir US$ 175 milhões, o equivalente, pela cotação da época, a R$ 560 milhões. Com a segunda revisão, anunciada ao mercado na sexta-feira, a variação chega a 114% em reais. Em dólar, a diferença chega a 214%.


No comunicado enviado ao mercado, a PQU informou que a "revisão do valor do investimento se deve principalmente às modificações no escopo do projeto, bem como às variações de preços de equipamentos, materiais e serviços". A empresa ressalta que o "projeto continua apresentando rentabilidade adequada para os investimentos a serem realizados."


Por meio da assessoria de imprensa, a PQU explicou que o escopo do projeto mudou porque a empresa está lidando com um modelo novo de petroquímica - a nova produção usará gás de refinaria. Atribuiu uma pressão de preço à forte demanda mundial por serviços e equipamentos petroquímicos. Por último, a empresa decidiu antecipar projetos importantes, de segurança e reuso da água.


Em dezembro, a agência de classificação Standard & Poor's (S&P) lembrou que a maior parcela do investimento da PQU - cerca de R$ 500 milhões - deve ocorrer neste ano. No entanto, alertou que a geração operacional de caixa - R$ 150 milhões - "não deve ser suficiente para fundear a parcela ainda não financiada, exigindo da empresa outras fontes cujas condições ainda não são conhecidas".


A PQU também divulgou lucro de 2006, que foi de R$ 147,9 milhões, quase 80% maior. A empresa registrou créditos de R$ 54 milhões de PIS/Cofins, incluindo correção monetária, sobre a compra de nafta. O principal desses créditos, de R$ 44 milhões, foi registrado como receitas operacionais. A empresa reteve R$ 33,7 milhões do resultado para a expansão. (Fonte: Gazeta Mercantil)