Aumento de 13,39% nas exportações não garantem o superávit da balança comercial para o setor do plástico
15/02/2007

A Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) divulgou os dados do setor de transformação de plásticos referentes ao ano de 2006. A entidade informa que houve um crescimento de 13,39% na exportação e 17,7% na importação, quando confrontados aos do ano anterior. Embora tenha ocorrido crescimento nos números, a diferença elevou o saldo negativo da balança do setor, que subiu de US$ 258 milhões, em 2005, para US$ 344 em 2006.



Já o faturamento da indústria do Plástico fechou 2006 com valor bruto de R$ 37,5 bilhões, configurando uma redução de 3,17% em relação aos R$ 38,7 bilhões registrados em 2005. Com relação ao cálculo em dólar, a Abiplast divulga uma receita bruta de US$ 17,24 bilhões, o que representa um aumento de 8,14% se confrontados com os US$ 15,9 bilhões apurados no ano anterior. Para o presidente da Abiplast, Merheg Cachum, a principal razão para a diferença dos valores é a valorização da moeda nacional. “Esse é um dado que nos preocupa, se por um lado o dólar aumenta, por outro os preços em reais abaixam” afirma Cachum.



A produção de resinas termoplásticas fechou 2006 com 4,69 milhões de toneladas, o que significa um crescimento de 12,7% em relação a 2005. Já o consumo aparente nacional de resinas atingiu 4,129 milhões de toneladas, e obteve aumento de 8,8% em relação ao consumo do ano anterior.



Ainda segundo a Abiplast, o volume na produção de transformados de plástico em 2006 foi de 4,17 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 10,89% em relação a 2005. Apoiado nesses dados chega-se ao cálculo do consumo per capita do plástico no Brasil, de 21,78 kg, volume que se mantém estável desde de o ano 2000.



De acordo com Merheg Cachum, as perspectivas para o setor plástico em 2007 não são otimistas, e deverão acompanhar um crescimento de 3,5% previsto por ele para a economia brasileira este ano, índice que considera abaixo do esperado entre os países em desenvolvimento. “O PAC trará algum alívio, principalmente para os setores da construção civil e automobilístico, mas não é a solução definitiva”. Afirma Cachum. Feiras como Brasilplast 2007 e iniciativas como o APL do Plástico, contribuirão para o aumento das exportações e o desenvolvimento coerente e não predatório da indústria do plástico. “Além das taxas de crescimento torna-se necessário resultados” completa Cachum (Fonte: Yellow Comunicação)