Segundo semestre salva lucro da Suzano
15/02/2007

SÃO PAULO, 15 de fevereiro de 2007 - A Suzano Petroquímica conseguiu equilibrar suas contas no segundo semestre de 2006 para não fechar o ano no prejuízo. A empresa reajustou preços na segunda metade do ano e aproveitou a elevação de preços no mercado internacional para ganhar novos mercados na África e na Europa. "Fechamos o ano com lucro de R$ 16 mil. Praticamente zero pois o prejuízo de R$ 29 milhões que tivemos no primeiro semestre devido aos picos no preço do petróleo e preços baixos de resinas no mercado interno foram compensados por outros R$ 29 milhões ganhos na segunda metade do ano", explicou o vice-presidente da Suzano Petroquímica, João Pinheiro Nogueira Batista. Este lucro líquido teve uma queda de praticamente 100% em relação aos R$ 15,2 milhões registrados em 2005. A receita líquida consolidada da empresa subiu 13% e passou a R$ 2,38 bilhões. A geração de caixa medida pelo Ebitda teve ligeira alta de 1,8% e passou a R$ 193,3 milhões. A produção de polipropileno (PP) da Suzano Petroquímica entre outubro e dezembro foi de 133,3 mil toneladas, sendo que no total do ano de 2006 ficou em 544,1 mil toneladas, com uma taxa de ocupação média da capacidade instalada de 77,8% no quarto trimestre e de 83,3% no ano, considerando a nova capacidade de produção de 685 mil toneladas anuais que teve início a partir de 11 de julho. O polipropileno é a resina forte de produção da Suzano, que incorporou em 2005 a Polibrasil, então maior produtora de PP da América Latina. A produção no quarto trimestre foi 8,9% menor que a registrada no trimestre anterior. A causa desta redução, segundo a empresa, foi a realização de testes para melhorar a eficiência das fábricas e qualidade dos produtos e também para adequar o volume de produção à menor demanda do trimestre, ajustando também o nível de estoques. Quando comparado com o último trimestre de 2005, o volume de resinas de polipropileno produzido foi 3,3% menor. A produção da resina acumulada no ano foi 1,4% menor que a produção registrada em 2005. Para o vice-presidente da Suzano, neste ano a empresa espera aproveitar a melhoria de margens do quarto trimestre, quando a margem Ebitda voltou a um patamar superior a 13% e retomar um ciclo de crescimento, aumentando margens e esperando um aquecimento no mercado interno, com o aumento de renda e crescimento do Produto Interno Bruto do País de 3,5% a 4%. "O crescimento da demanda pelas resinas de polipropileno em embalagens para alimentos e autopeças garantirão demanda maior este ano." (Fonte: Gazeta Mercantil)