Unidade de Paulínia começa a operar após 1° trimestre de 2008
05/02/2007

A Petrobras pretende assumir um papel ativo na petroquímica brasileira com o objetivo de reaquecer o setor no País. A afirmação foi feita na última sexta-feira pelo presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, durante a cerimônia de lançamento da pedra fundamental da Petroquímica Paulínia, uma joint venture entre Petrobras e Braskem.



“Esse empreendimento retoma a presença ativa da Petrobras no setor e representa uma redefinição estratégica da estatal com a petroquímica brasileira”, disse.A planta terá capacidade de 350 mil toneladas anuais de polipropileno (PP) e será concluída até o fim do 1º trimestre de 2008, com tecnologia para fabricar 60 produtos diferentes.



A Braskem prevê que o faturamento anual da unidade será de US$ 300 milhões por ano. As exportações, inicialmente, movimentarão US$ 41 milhões anuais. Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que participou da cerimônia, é fundamental que a Petrobras, principal fornecedora dos insumos da cadeia, seja uma peça indutora do crescimento do setor, tornando o Brasil uma das principais potências petroquímicas do mundo.



“Precisamos definir uma política para que o Brasil tenha na indústria petroquímica a mesma dimensão que tem nos setores de álcool e petróleo”, destacou. A Petrobras pretende investir US$ 3,2 bilhões na cadeia petroquímica entre 2007 e 2011.



Entre os projetos, a instalação de unidade de fertilizantes nitrogenados no Centro-Oeste e o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), que obteve da Prefeitura de Itaboraí (RJ) certidão reconhecendo que será instalado em Zona Estritamente Industrial –— pré-requisito para o início do processo de licenciamento ambiental. Lula comentou a possibilidade de investimentos do setor na Rio Polímeros (Riopol) — controlada por Suzano Petroquímica, Grupo Unipar e Petroquisa, subsidiária da Petrobras — e nas instalações da Braskem em Camaçari (BA).



O presidente da empresa, José Carlos Grubisich, confirmou que ela deve colocar em operação entre 2010 e 2011 a unidade produtiva de PP na cidade, com capacidade de 300 mil a 350 mil toneladas ao ano. Segundo Grubisich, o mercado de PP tem crescido de 12% a 15% ao ano. “Para 2007, a previsão se mantém otimista. Os setores de plástico e petroquímico devem crescer de 10% a 12%”, disse.



A empresa possui ainda dois projetos em andamento na Venezuela, em parceria com a estatal Pequiven. Segundo Grubisiche, os prazos originais estão mantidos apesar das declarações do presidente Hugo Chávez sobre a possível estatização de algumas indústrias do país.(Fonte: DCI)