Países buscam entendimento sobre resina PET
01/02/2007

Brasil e Argentina fazem hoje uma tentativa de conciliação na disputa aberta por Buenos Aires contra sobretaxa imposta por Brasília nas importações de resina PET argentina, utilizada na fabricação de embalagens para refrigerantes, água mineral e óleos comestíveis.


A "consulta", no jargão comercial, ocorrerá em Brasília e é acompanhada com interesse mais político que comercial. É um teste sobre a capacidade dos dois sócios principais do Mercosul evitarem uma disputa na Organização Mundial do Comércio (OMC).


Os brasileiros dizem que estão seguros de terem feito uma investigação correta para concluir que o produto era vendido abaixo do preço normal. A briga envolve uma empresa americana, a Eastman Chemical Company, e o grupo europeu M&G pelo controle do mercado sul-americano.


Se depender da M&G, será difícil obter um acordo. "Do ponto de vista da empresa, essa não é uma reunião de negociação", diz Durval Noronha, do escritório Noronha Advogados, que representa a empresa. A M&G descarta qualquer possibilidade de negociação.


Os EUA preferiram não entrar na disputa. Washington até hoje não respondeu se aceita o pedido do Brasil, Argentina, União Européia, Austrália e Guatemala para participar de consulta solicitada pelo Canadá envolvendo subsídios aos produtores de milho. A consulta será dia 7, em Genebra. O Canadá acusa Washington de dar subvenções ilegais para os produtores americanos de milho. Mas a dimensão da queixa é bem mais ampla. Os canadenses reclamam que os EUA quebraram os limites dos subsídios autorizados igualmente para soja, trigo e açúcar. (Fonte: Valor Econômico)