Exportações de produtos químicos crescem 21%
22/01/2007

As exportações de produtos químicos registraram crescimento de 20,8% em 2006 comparativamente ao ano anterior, mas não conseguiram impedir que o segmento encerrasse o ano passado com déficit no saldo comercial. Segundo balanço divulgado pela Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química), as vendas externas somaram US$ 8,9 bilhões, mas foram superadas pelas compras de US$ 17,3 bilhões (expansão de 13,3% sobre 2005), o que resultou em um saldo desfavorável de US$ 8,4 bilhões, 6,4% maior do que o registrado no ano anterior.

Em volume, as exportações brasileiras cresceram 14,2%, o que elevou as vendas externas para 9,5 milhões de toneladas.

Parcela significativa da expansão das exportações de produtos químicos pode ser creditada ao setor de resinas termoplásticas (matéria-prima utilizada para produzir peças e embalagens de plástico), fabricada no Pólo Petroquímico de Capuava por empresas como Solvay e Polietilenos União.

Segundo a Abiquim, as exportações brasileiras desse tipo de produto estabeleceram um novo recorde no ano passado, ao superarem o volume de 1,1 milhão de toneladas. Já as importações subiram 5,35%, somando mil 560 mil toneladas.

No balanço do mercado interno (que não considera a resina PET), a indústria brasileira vendeu 3,3 milhões de toneladas, o que significou alta de 10,5% contra 2005. Assim, o consumo aparente (soma da produção com as importações, menos as exportações) cresceu 9,4%, superando o volume de 4,1 milhões de toneladas.

Para Ricardo Roriz Coelho, coordenador da Coplast (Comissão Setorial de Resinas Termoplásticas), da Abiquim, o crescimento das exportações de resinas poderia ser maior caso as empresas não encontrassem dificuldade para receber os créditos de ICMS, que são retidos por alguns Estados. “É importante resolver essa pendência, o que poderia favorecer as exportações brasileiras”, disse.

Quanto ao mercado interno, Coelho disse que há boas perspectivas para este ano. “Os empresários esperam o aumento de consumo de algumas resinas, como o PVC, em função do aumento esperado no volume de projetos nos setores de infra-estrutura e habitação”, afirmou.(Diário do Grande ABC)