Petróleo em queda já traz ganhos à indústria no país
18/01/2007

A forte queda do preço do petróleo, que ontem fechou a US$ 52,78 o barril em Londres e a US$ 52,24 em Nova York, começa a ter efeitos no Brasil. Embora a Petrobras ainda não fale em reduzir o preço da gasolina, os compradores de nafta petroquímica, usada para produção de plásticos nos mais diversos setores, já projetam preços menores para fevereiro.





Uma fonte do setor petroquímico estima que a tonelada de nafta deve baixar dos atuais US$ 551 por tonelada para menos de US$ 500 em fevereiro. A Braskem, maior petroquímica da América Latina, tem a mesma expectativa, mas não se arrisca a prever preço.





Gabor Déak, presidente da Delphi, um dos maiores fornecedores da indústria automotiva, diz que a empresa começou a sentir a diferença de preços no fim de 2006. Com mais quedas do petróleo, pretende discutir novas reduções com fornecedores. A Delphi tem as próprias injetoras plásticas que produzem itens como terminais de sistemas elétricos e tampas de radiadores.





O preço da nafta no Brasil acompanha a cotação mundial, atrelada à do petróleo. O valor de fevereiro, por exemplo, vai refletir a variação do insumo no mundo em janeiro. "O preço da nafta em fevereiro será menor que os R$ 1,18 mil de janeiro", garante Solange Stumpf, diretora-executiva da consultoria Maxiquim.





O rigor na correção de preço da nafta, também adotado para o querosene de aviação, passa longe de outros derivados. Os preços da gasolina e do diesel não mudam no país desde setembro de 2005. E o do gás de cozinha, desde janeiro de 2003. A gasolina no Brasil está em US$ 0,46 por litro, 40% mais cara que nos EUA e o diesel, cujo litro custa US$ 0,54, 21% acima do preço americano.(Fonte: Valor Econômico)