Americanos podem aderir à briga da PET
11/01/2007

Começou a correr ontem o prazo para que os Estados Unidos peçam participação nas consultas a respeito das sobretaxas impostas pelo Brasil à importação de da resina PET da Argentina. A Organização Mundial do Comércio (OMC) fez circular ontem, por todos os países, o pedido argentino.

Os argentinos se queixam de barreiras de até US$ 641,00 por tonelada de resina PET. Como os americanos também sofrem essa sobretaxa para entrar no mercado brasileiro e os argentinos abriram uma brecha para a participação de outros países, Washington terá o direito de fazer parte da disputa.

Tanto a empresa na Argentina como as companhias que exportam dos Estados Unidos são de capital americano. A Casa Branca tem até dia 19 para fazer o pedido.

Para o governo brasileiro, essas empresas praticam dumping ao vender para o mercado brasileiro a resina com preços inferiores aos que cobravam em seus próprios mercados. A resina é usada para engarrafar refrigerantes e outros líquidos.

Enquanto espera por uma definição dos americanos, o Itamaraty quer ganhar tempo. O governo ainda não respondeu aos argentinos sobre a data de realização das consultas e prefere que a reunião ocorra apenas no final do mês para que advogados e o setor privado possa organizar a defesa.

Os argentinos sugerem que o encontro ocorra nos dias 18 e 19, justamente nas datas da Cúpula do Mercosul, em que se reunirão os presidentes dos países do bloco. O Brasil prefere a segunda opção dada pelos argentinos, que seria no final do mês.

A primeira fase do processo é a de consultas, em que os países tentarão encontrar uma solução sem o envolvimento de árbitros internacionais. Se um acordo não conseguir ser fechado, a OMC é convocada a indicar árbitros que irão julgar o caso. (O Estado de S. Paulo)