Petroquímica Paulínia prevê priorizar oferta ao mercado doméstico
30/11/2006

A perspectiva de expansão do mercado consumidor de resina no Brasil para os próximos anos deverá permitir à Petroquímica Paulínia, empresa formada pela joint venture entre a Braskem e a Petroquisa, direcionar entre 75% e 80% de sua produção para atender à demanda interna, revela o presidente da empresa, Guilherme Guaragna.

O início das operações da unidade paulista está previsto para o primeiro trimestre de 2008, com volume estimado em 300 mil toneladas de polipropileno (PP) por ano. A principal vantagem competitiva da nova planta em relação a outros fabricantes de PP é a localização. “Apenas a Petroquímica Paulista e a Polibrasil estão instaladas no Estado de São Paulo”, destaca Guaragna, referindo-se à concorrente instalada em Mauá.

O executivo lembra que São Paulo responde por cerca de 60% do consumo de resina do País e que a localização da unidade de Paulínia permitirá aos clientes reduzir os custos com o frete no caso das compras de PP feitas junto a companhias instaladas em outros estados. Além disso, ele acredita no aumento da demanda proveniente da indústria transformadora. “Acreditamos que já há, inclusive, empresas que investiram no aumento de sua capacidade e estão esperando a disponibilidade de matéria-prima”, afirma. A pré-comercialização de PP se inicia no ano que vem, segundo Guaragna.

A capacidade de produção da Petroquímica Paulínia saltará de 300 mil toneladas para 350 mil toneladas por ano a partir de 2010 — a perspectiva de aumento de produção para 400 mil toneladas, citada em matéria divulgada ontem, refere-se a outro projeto da Braskem, provavelmente em Camaçari (BA).

A ampliação de 50 mil toneladas já está contabilizada no projeto inicial da unidade, cujos investimentos totalizaram US$ 240 milhões. A licença de instalação da fábrica foi concedida pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) no mês passado.
Cadeia alcooquímica

A instalação de uma planta em São Paulo pode representar para a Braskem, que detém 60% do controle da Petroquímica Paulínia — o restante é referente à Petroquisa —, uma opção para dar continuidade a seu projeto de produzir resinas a partir da cana de açúcar. A companhia já mantém uma planta piloto para operar a cadeia alcooquímica e estuda a possibilidade de viabilizar esse projeto.

Caso a iniciativa saia do papel, a região de Paulínia aparece como favorita para atrair o investimento. “A região com certeza tem competitividade para atrair a produção a partir do álcool, uma vez que o setor sucroalcooleiro é forte no estado e estamos próximos do mercado consumidor”, diz o presidente da Petroquímica Paulista. (Fonte: DCI)