Petroflex negociará créditos de carbono em Chicago
27/11/2006

A Petroflex, fabricante de elastômeros controlada pela Suzano Petroquímica, Braskem e Unipar, vai iniciar em janeiro a oferta de créditos de carbono no Chicago Climate Exchange (CCX). Primeira petroquímica da América Latina a tornar-se membro desse mercado, a companhia poderá ofertar até 2010 mais de 600 mil toneladas de carbono - atualmente, a tonelada está cotada a US$ 4,50 -, que deixarão de ser emitidas na atmosfera a partir da substituição, desde 2001, do óleo combustível por gás natural nas caldeiras da unidade de Duque de Caxias (RJ). "Reduzimos em 40% as emissões de dióxido de carbono em Duque de Caxias após a substituição do óleo", afirma a coordenadora de Segurança, Saúde e Meio Ambiente da Petroflex, Solange Corrêa.Segundo Solange, até 2005, a redução nas emissões da companhia já havia resultado em 200 mil toneladas de carbono que podem ser negociadas no mercado.

Outras 400 mil toneladas deixarão de ser emitidas entre 2006 e 2010, segundo projeção da Petroflex. "A idéia é começar a oferecer os lotes em janeiro de 2007 e, a partir daí, vendê-los à medida que for interessante para a empresa", explica. Um dos critérios que pesarão na velocidade de oferta dos lotes no pregão online é a cotação da tonelada de carbono, que tende a subir à medida que se aproxime o prazo para cumprimento das metas de redução de gases do efeito estufa previstas pelo Protocolo de Quioto.

De acordo com a coordenadora, ao tornar-se membro da CCX, a Petroflex assumiu o compromisso de reduzir em 6% suas emissões de carbono, até 2010, meta que será ultrapassada em razão da substituição da fonte de energia para geração de vapor em Duque de Caxias. "Esse porcentual não está incluído nas 600 mil toneladas de carbono que podem ser negociadas", ressalta Solange. "Essa iniciativa reforça o compromisso da Petroflex com o desenvolvimento sustentável", acrescenta. Para adequar seu projeto à metodologia do CCX, a empresa contou com a consultoria da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS). (Fonte: Portal Exame)