Unipar amplia vendas no mercado local
13/11/2006

Para atender uma maior demanda gerada pelo crescimento da economia, a Unipar deverá deslocar parte das suas exportações para atender o mercado interno em 2007, o que garantirá maior rentabilidade à empresa, que confia em um cenário macroeconômico mais favorável.





"Se em nove meses deste ano tivemos um crescimento de 12% do mercado de polietileno, e com um PIB de cerca de 2,5%, em 2007, com um PIB estimado de 3,5%, esperamos um crescimento da demanda do mercado interno", disse o vice-presidente e relações com investidores da Unipar, Vítor Mallmann.





Atualmente, a empresa produz 120 mil toneladas de polietileno por meio de sua controlada Polietilenos União, e outras 520 mil da resina pela Rio Polímeros (Riopol).

Cerca de 30% da Riopol e entre 10% a 15% da Polietilenos União (PU) é exportada.





O executivo acredita que a empresa terá margens de lucro mais saudáveis em 2007, bem diferentes daquelas obtidas durante o primeiro semestre deste ano. "As margens estarão num patamar necessário para investir e manter o mercado brasileiro abastecido", disse.

Mallmann aposta em um preço do barril do petróleo próximo de US$ 65 em 2007, o que levaria o preço da nafta para entre US$ 500 a US$ 550 a tonelada.





Excesso de oferta





A Unipar teme um excesso de oferta de eteno com a entrada em operação da Comperj.Em 2010 o País terá uma capacidade de produção de eteno de 3,6 milhões de toneladas, e a entrada da Comperj colocaria mais 1/3 desse montante no mercado.

"A RioPol significou mais 17% de polietilenos no Brasil e houve uma deterioração das margens no segundo trimestre deste ano com a entrada dos 17% da Riopol. O setor como um todo sofreu esse impacto em seus resultado financeiros" disse Mallmann.





"Essa nova capacidade terá um impacto expressivo no mercado. Um adicional desse porte de eteno só aconteceu uma vez no País, com a entrada em operação da Copesul", disse o presidente da Unipar, Roberto Garcia. "Mas o projeto é bastante ambicioso por seu tamanho, equação, tecnologia e possui uma bela configuração, constituída através da estrutura da matéria-prima brasileira (óleo pesado)", disse Garcia.

Ele não acredita que o projeto entre em operação em 2012, pela base de infra-estrutura que a região necessita.





Encabeçado pela Petrobras, o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), a ser instalado em Itaboraí (RJ), consiste em um complexo industrial formado por uma unidade de refino e primeira geração para produção de petroquímicos básicos, como eteno (1,3 milhão de toneladas por ano), benzeno (600 mil toneladas), paraxileno (700 mil toneladas) e propeno (880 mil toneladas), além de unidades de segunda geração que irão transformar estes produtos básicos em petroquímicos como estireno (500 mil toneladas anuais), etileno-glicol (600 mil toneladas), polietilenos (800 mil toneladas), polipropileno (850 mil toneladas) e PTA/PET (500 mil e 600 mil toneladas). A previsão é de que o projeto entre em operação em 2012, e o investimento atinge US$ 8,4 bilhões. (Fonte: Gazeta Mercantil)