Suzano planeja fábrica de polipropileno no sudeste do Paraná
09/10/2006

A Suzano Petroquímica estuda a construção de uma fábrica de polipropileno no estado do Paraná, informou co-presidente da companhia, João Pinheiro Nogueira Batista. A unidade industrial teria capacidade de produção de 200 mil toneladas por ano e o investimento deverá somar cerca de US$ 200 milhões, levando-se em consideração o cálculo de US$ 1 mil por tonelada, observou Nogueira Batista. A unidade seria erguida próximo à Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), instalada na região metropolitana de Curitiba, no município de Araucária, sudeste do Paraná.



O executivo disse que a unidade paranaense ainda está em fase de estudo preliminar. "Faz parte do foco estratégico da empresa, que é produzir polipropileno na região Sudeste. E o Paraná é um estado bastante estratégico para atender toda a clientela dessa região", destacou Nogueira Batista.



Oferta de propeno



O co-presidente da Suzano Petroquímica comentou que a Repar terá oferta de propeno (matéria-prima para a produção do polipropileno) suficiente para essa unidade. A Petrobras informou na última sexta-feira que está em fase de contratação das empresas que serão responsáveis pelas obras de ampliação da capacidade de produção da refinaria. A estatal deverá aumentar a produção de propeno da Repar em 170 mil toneladas por ano. (ver mais abaixo)



A unidade, que seria erguida para atender sobretudo as regiões Sul e Sudeste do País, deverá entrar em operação ainda nesta década, prevê Nogueira Batista. O executivo ressaltou, contudo, que para sair do papel o projeto ainda depende da evolução da demanda por polipropileno e do crescimento industrial do Brasil. "Essa unidade é uma ambição nossa, pois temos o projeto de continuar sendo líder nesse segmento, mas temos que avaliar a oferta e a demanda e o crescimento do Brasil e do Produto Interno Bruto (PIB)", destacou.



Maior fabricante de polipropileno da América Latina, a Suzano Petroquímica produz 685 mil toneladas por ano da resina, em três unidades industrias, localizadas em Camaçari (BA), Duque de Caxias (RJ) e Mauá (SP). Fundada em 1978, a empresa detém o controle compartilhado da Rio Polímeros (Riopol), fabricante de polietileno, e da Petroflex, produtora de borracha sintética.



Braço petroquímico do grupo Suzano, a companhia está investindo US$ 80 milhões para ampliar sua produção das atuais 685 mil toneladas para 875 mil toneladas por ano até 2008. A empresa registrou uma receita líquida de R$ 592,7 milhões entre abril e junho. (Fonte: Gazeta Mercantil)