Fabricante de resina projeta novos reajustes de preços ainda em 2006
05/10/2006

A reclamação de transformadores plásticos de que os três reajustes consecutivos nos preços de resinas causarão prejuízos neste final de ano não impedirá o setor petroquímico de aplicar novos aumentos, caso a cotação do petróleo apresente novas variações.


Os fabricantes de resinas alegam que o mais recente reajuste, anunciado na semana passada, está em linha com o aumento da nafta, matéria-prima das resinas, de quando o petróleo se aproximou de US$ 80 o barril, em julho. “Esse reajuste perfaz os aumentos de custeio com o preço do petróleo”, ressalta o diretor comercial da Ipiranga Petroquímica, Eduardo Tergolina. O executivo esclarece que os reajustes no preço da nafta chegam às resinas com um ou dois meses de defasagem.


O vice-presidente de relações institucionais da Braskem, Alexandrino de Alencar, destaca que os preços praticados no Brasil estão próximos de um alinhamento com o custo internacional do produto, mas alerta de que a empresa ainda precisará analisar a variação no preço do petróleo nas próximas semanas para saber se haverá a necessidade de um novo reajuste.


O co-presidente da Suzano Petroquímica, José Ricardo Roriz, defende também que os recentes aumentos nas resinas foram necessários para a recuperação das petroquímicas, e não descartou novos aumentos este ano. “O que dita os reajustes é a demanda internacional e o preço das matérias-primas. Se o mercado continuar demandando e o preço do petróleo continuar crescendo, sem dúvida haverá novos reajustes”, disse Roriz.


Ele destaca que, mais que a elevação do preço do petróleo e, conseqüentemente, da nafta, foi o aumento da demanda pelos produtos petroquímicos que levou as empresas a reajustarem os preços das resinas. “No início do ano, a nafta aumentou, mas as resinas não acompanharam porque não havia demanda. Em setembro, o consumo cresceu 12%, então há margem para o reajuste”, diz. (Fonte: DCI)