Indústrias químicas aplicarão R$ 62 milhões
14/08/2006

Grandes players dos setores químico e petroquímico nacional resolveram abrir seus cofres para incrementar os serviços logísticos até 2008. Levantamento do DCI com Ipiranga Petroquímica, BR Distribuidora, Carbono Químico e Rio Polímeros, apontam que, juntas, devem realizar aplicações superiores a R$ 62,5 milhões com os serviços.


O braço petroquímico da Ipiranga estuda investir, nos próximos dois anos, R$ 13 milhões na ampliação do depósito de Triunfo (RS). A idéia é ampliar em 8% a distribuição de produtos pelo modal ferroviário, através de parcerias com operadores logísticos.


Geraldo Markus, gerente de logística e exportação da Ipiranga Petroquímica, explica que o escoamento de carga por via férrea visa acelerar a distribuição na Região Sudeste — que concentra 60% dos clientes.


Já a Ipiranga Química, que possui entre suas unidades um prestador de serviços logísticos, projeta um investimento mínimo de R$ 10 milhões na infra-estrutura de sua cadeia de suprimentos nos próximos dois anos. “Queremos ampliar em 50% a capacidade de armazenamento do centro de distribuição de Guarulhos”, ressalta André Luiz Maynart, gerente de logística e serviços da Ipiranga.


Outra que reforça o investimento do setor químico em logística é a BR Distribuidora. Ela programa investir até R$ 8 milhões nessa área, até 2008. O aporte contempla a realização da segunda fase de ampliação do centro de distribuição de São Paulo, em 100 mil metros quadrados. A estratégia prevê a construção de uma unidade de mistura de solventes e o aumento da área de armazenamento em contêineres e galpões.


Até o fim do ano, a empresa deve concluir o investimento de R$ 5 milhões iniciado em 2004, destinado à ampliação do centro de distribuição de São Paulo e aperfeiçoamento do sistema de gestão de estoques. “O sistema avalia o consumo médio dos clientes para otimizar as entregas e evitar perdas”, explica Luiz Cláudio Freire, gerente de marketing da BR.


Estratégias
Até o momento, a área petroquímica representa 70% do faturamento de R$ 100 milhões da operação brasileira do grupo belga de logística e armazenagem Katoen Natie.


O faturamento deve crescer 15% em 2007, porém, segundo Luis Eduardo Leonel, diretor comercial da KTN, a retração das indústrias de resinas plásticas pode frear essa projeção. A KTN investirá R$ 31 milhões na construção de um armazém próprio, no Paraná. Um dos principais clientes da KTN, na área petroquímica, é a Rio Polímeros S.A., que investirá US$ 14 milhões em 2007 em logística.


Com receita de R$ 150 milhões, em 2005, a Carbono Química investirá, em logística, cerca de R$ 1,2 milhão no próximo ano. Aquecida, a empresa projeta crescer 21% até o final deste ano, segundo Roberto Giannini, diretor de negócios da Carbono. (Fonte: DCI)