Escalada do petróleo puxa alta de 15% nos plásticos
09/08/2006

Por causa das sucessivas altas do petróleo, a indústria de plástico brasileira deve reajustar os preços de seus produtos em cerca de 15%. A informação é de Merheg Cachum, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). Segundo ele, houve um reajuste de US$ 250 por tonelada de resina plástica (usada para fazer plásticos) neste mês. "Temos de repassar isso para os nossos clientes de qualquer maneira", diz Cachum. Segundo ele, as margens de lucro estão muito comprimidas, porque as indústrias fizeram reajustes mínimos. "Mas, com este último salto no preço do petróleo, não tem mais como segurar."


A Abiplast fará uma assembléia na sexta-feira com seus fornecedores (as petroquímicas) para discutir os reajustes. Segundo José Ricardo Roriz Coelho, presidente do Sindicato da Indústria de Resinas Plásticas (Siresp), que reúne os fornecedores da indústria de plásticos, este provavelmente não será o último reajuste do ano. "Teremos mais um aumento, o mercado está nervoso por causa dos problemas no Alasca, Israel e Líbano, e Irã." De acordo com Coelho, nos primeiros quatro meses do ano não houve nenhum reajuste, porque o mercado não comportava aumentos. "Agora, com esse aumento dos preços internacionais e maior demanda da Ásia, somos obrigados a reajustar."


Nesse cenário, a exportação de transformados plásticos vem aumentando, mesmo com o dólar baixo. O setor de transformados plásticos ainda é deficitário em US$ 258 milhões, mas o déficit vem caindo - era de US$ 465 milhões em 1999. "Estamos tentando compensar a queda do dólar com ações de promoção comercial", disse Juan Quirós, presidente da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex). (Fonte: O Estado de S. Paulo)