Petroquímica aumenta produção
26/07/2006

Líder latino-americana na produção da resina polipropileno (utilizada para a fabricação de peças e embalagens de plástico), a Suzano Petroquímica acaba de concluir a primeira fase de expansão da planta fabril de Mauá. A companhia investiu cerca de R$ 15 milhões para passar de uma capacidade produtiva de 300 mil para 360 mil toneladas anuais da resina.


No processo de ampliação, a empresa aproveitou para desenvolver inovações tecnológicas para a melhoria dos processos. Uma das inovações foi a implementação de um sistema de separação de alta pressão, uma tecnologia que propicia ganhos em eficiência e aumento de produtividade. "O resultado é uma melhora na flexibilidade e na confiabilidade. Teremos menos problemas de manutenção e vantagens na operação da fábrica", afirma Ulisses de Almeida, executivo da área de Tecnologia, P&D e Meio Ambiente da companhia. A unidade do Grande ABC será a única no mundo a contar com esse diferencial competitivo.


Além do desenvolvimento tecnológico, a Suzano Petroquímica realizou ajustes que possibilitarão a ampliação do portifólio. "Fizemos algumas alterações para a incorporação de aditivos que oferecem características especiais ao polipropileno, para aplicações que antes não eram possíveis", afirma Almeida.


A unidade passa a ter, com isso, melhores condições de fazer produtos especiais, de alta performance como, por exemplo, terpolímeros – que exigem menor temperatura para selagem (fechamento) das embalagens. "Energia é um insumo caro e a economia energética pode gerar aumento de produtividade aos clientes", disse o coordenador de marketing da Suzano, Roberto Ribeiro.


A empresa também passa a produzir, com maior produtividade, copolímeros de alta performance, com aplicação na indústria automobilística e na área alimentícia. São resinas de polipropileno com capacidade para resistir a grandes impactos ou que podem gerar peças de plástico injetado com paredes mais finas mas a mesma resistência. Também deverá haver o desenvolvimento para novos segmentos como, por exemplo, tubos de plástico para água quente, para concorrer com a tubulação de cobre.


Mercado – A companhia inicia agora o projeto de detalhamento de engenharia para a segunda fase de expansão, com a qual passará a contar com capacidade fabril de 450 mil toneladas anuais a partir do final de 2007. As seguidas ampliações da unidade levam em conta um mercado crescente no segmento. No primeiro semestre, por exemplo, as vendas de polipropileno cresceram 19%.


Entre os motivos para a demanda aquecida estão a versatilidade dessa resina, que tem roubado espaço de materiais como vidro, metal e papel, em em segmentos como autopeça, embalagem, artigo de decoração, fralda e outros itens. Além disso, o consumo per capita brasileiro do insumo, de 5 kg por habitante, que ainda é considerado baixo. Nos EUA, é de 25 kg por habitante e no Japão, 28 kg/habitante. (Fonte: Diário do Grande ABC)