Indústria do plástico perde competitividade no Brasil
19/05/2006

A cadeia do plástico, que inclui fabricantes de insumos petroquímicos, resinas e a indústria de transformação, irá se reunir no Fórum de Competitividade, em Brasília, na próxima terça-feira (23), para apresentar um estudo que aponta perda de competitividade do segmento no Brasil e no mercado externo. O estudo compara a evolução da produtividade, aspectos macroeconômicos e estruturais de sete países (Brasil, Rússia, Índia, China, Coréia do Sul, México e Estados Unidos).



Para a indústria do plástico, a principal causa para a perda de competitividade é o fato de que os preços das matérias-primas têm como referência regiões altamente dependentes do petróleo, como Europa e Estados Unidos. Os dirigentes do setor também reclamam do atual patamar do câmbio e da alta carga tributária. “O dólar barato está facilitando a entrada de resinas e artigos de plásticos importados”, diz José Ricardo Roriz Coelho, presidente do Sindicato da Indústria de Resinas Plásticas (Siresp). Outra reivindicação da cadeia é uma alíquota de IPI de 5% para produtos acabados, contra os 15%, em média, que pagam hoje.



Umas das alternativas para a questão dos preços da matéria-prima é a formação de uma cesta de produtos, que seria baseada em preços europeus (os mais altos do mercado), mas também levaria em consideração os preços praticados no Oriente Médio, cerca de 30% mais baratos. “O objetivo é desatrelar um pouco os valores praticados no Brasil do cenário europeu, que não refletindo a nossa realidade”, afirma Roriz Coelho.



Para Meheg Cachum, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Plástico (Abiplast), o Brasil deve aproveitar a vantagem da auto-suficiência na produção de petróleo para voltar a ser competitivo no mercado internacional em produtos plásticos de maior valor agregado e ampliar o consumo interno de plásticos. “Atualmente, o Brasil vem perdendo espaço no setor plástico para a Ásia devido à alta carga tributária nacional que chega a 49% no país, enquanto que, na China, esse valor é de apenas 9%”, completa o executivo.



Essas dificuldades têm feito com que empresas nacionais deixem de produzir aqui para importar itens transformados. Só no ano passado, a demanda por resinas caiu 1,9%, enquanto as indústrias chinesa e indiana de plástico cresceram a taxas de dois dígitos.




Por Marcio Freitas e Marina de Lima









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