Entidades defendem nova política de preços para nafta
18/05/2006

Os presidentes de entidades que representam a cadeia do plástico no País, dentre elas o Sindicato da Indústria de Resinas Plásticas (Siresp), a Associação Brasileira da Indústria de Plásticos (Abiplast)e a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas (Abief), voltaram a defender hoje o estabelecimento de uma política de preços de matérias-primas básicas - como a Nafta - que não seja atrelada diretamente às variações dos mercados internacionais de referência.








De acordo com o presidente do Siresp, José Ricardo Roriz Coelho, os preços praticados pela Petrobras poderiam, por exemplo, estar atrelados a uma cesta de produtos da Europa, Estados Unidos e Oriente Médio. "Esperamos ser ouvidos pela companhia. O que queremos é ter preços compatíveis com os das matérias-primas de outros países, mas que nos tornem competitivos nesse ambiente extremamente hostil", comentou, durante encontro das entidades do setor na sede da Fiesp.








Esse pleito, aliado a outras necessidades da indústria do plástico, serão apresentados na próxima terça-feira, durante reunião do Fórum de Competitividade, em Brasília. A revisão do preço da Nafta fornecida pela Petrobras, conforme os executivos, é extremamente importante para recuperar as margens do segmento, no atual cenário de valorização do real frente ao dólar. "A matéria-prima faz parte do conjunto de propostas que será apresentado, mas é de extrema importância porque tem impacto de 70% no custo de produção", destacou o presidente do Siresp. "Algo tem de ser feito e rapidamente porque a indústria de plásticos está crescendo no mundo e o Brasil está perdendo o bonde da história."








As entidades criticaram ainda a falta de medidas para combater ou reduzir o impacto do câmbio nos negócios do setor e a inexistência de tratamento isonômico em termos de IPI, incidente sobre as diversas fases da cadeia produtiva. "Há muito tempo que o Brasil não cresce na área de transformação de plásticos, e se nada for feito, será mais fácil comprar tudo no mercado internacional ou ir produzir lá fora", alertou o presidente da Abiplast, Meheg Cachum.








Stella Fontes - Agência Estado