Resinas caminham para a estabilidade
30/11/2011

Após um início de ano promissor, com expectativa de crescimento da demanda interna próxima a 10%, comenta-se agora que o setor de resinas pode registrar estabilidade na comparação com 2010.

As vendas domésticas devem encolher na mesma base comparativa, reflexo da substituição do produto nacional por concorrentes importados, principalmente de países como EUA, China, África do Sul e Colômbia. Tradicionalmente o mercado tende a crescer a um ritmo de duas vezes a variação do PIB, o que não se confirmou em decorrência do avanço dos itens plásticos transformados. Até as primeiras semanas de janeiro, a torcida da indústria brasileira é para que a situação não seja tão adversa quanto a esperada nesse momento, o que traria efeito psicológico para a atividade econômica ao menos nos primeiros meses de 2012. Afinal, a produção de resina e a de transformados plásticos é, juntamente com a fabricação de embalagens e geração de energia, um dos principais termômetros da indústria brasileira, por ter participação em diversos mercados. Essa característica abrangente do mercado petroquímico, que dá indicações de que o próximo ano começará com desaceleração da economia e avanço dos importados.

É o que mostra um estudo da Fiesp, o qual aponta que 23,4% dos produtos consumidos no Brasil neste 3º trimestre, foram oriundos de importação. O número é 0,7 ponto porcentual superior ao registrado no 3º trimestre do ano passado. Segundo o presidente da Braskem, Carlos Fadigas, as vendas de resina no 3º trimestre de 2011 haviam apresentado estabilidade em relação ao 3º trimestre do ano passado. A mesma trajetória é esperada para o 4º trimestre na comparação anualizada, o que contrasta com a expectativa do início do ano, de que as vendas poderiam crescer na casa de dois dígitos em 2011 ante o ano passado. Com esses dados em mãos, a empresa antecipa a parada programada para manutenção prevista, para uma das linhas de produção da central petroquímica de Camaçari. A decisão, segundo Fadigas, tinha como objetivo garantir a plena operação da unidade, no início do ano, quando "se espera que a demanda esteja melhor", segundo o próprio executivo.