Produção de cloro cai mais de 10% no primeiro semestre
18/07/2011

A produção brasileira de cloro e soda apresentou queda superior a 10% no primeiro semestre deste ano em relação a igual período de 2010, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pela Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados (Abiclor). A retração, destaca a entidade, é consequência do apagão que atingiu o Nordeste em fevereiro e afetou a produção do setor principalmente em Camaçari (BA). Além disso, o indicador também foi pressionado por problemas ocorridos na unidade da Braskem em Alagoas.

O volume de cloro produzido no Brasil entre janeiro e junho somou 593,1 mil toneladas, retração de 12,7% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. Já a produção de soda encolheu 13,3% em igual comparação, para 653 mil toneladas. A taxa de utilização de capacidade instalada na produção de cloro foi de 79,6% neste ano, queda de 12,3 pontos porcentuais em relação ao primeiro semestre do ano passado (91,9%).

Na esteira do menor volume produzido, as vendas totais de soda caíram 13,1% no semestre para 552,4 mil toneladas. As importações, por sua vez, saltaram 26,7% no semestre, para 626,9 mil toneladas, superando o volume total de vendas (domésticas e exportações) em 13,5%.

O consumo aparente semestral alcançou 1,266 milhão de toneladas, expansão de 3,5% na base comparativa, justificado principalmente pela demanda dos setores de papel e celulose e química e petroquímica. As vendas totais de cloro, por outro lado, cresceram 0,3% no semestre, para 80,7 mil toneladas. A alta foi possível porque o consumo cativo (próprio), principal destino da produção interna, caiu 14,5% no semestre, para 511,6 mil toneladas, o que abriu espaço para maior volume de vendas ao mercado.

Apesar disso, o consumo aparente brasileiro, calculado pela soma de produção e importações excluídas as exportações, caiu 12,6% no semestre, para 595,9 mil toneladas. A previsão da Abiclor para o segundo semestre é de que o setor volte a operar com níveis elevados de utilização. "As fábricas irão operar à máxima capacidade para recuperar as perdas de produção devido às interrupções ocorridas no primeiro semestre", afirmou, em nota, o diretor executivo da entidade, Martim Afonso Penna.