Cai o ritmo de crescimento da indústria brasileira
15/03/2011

A diminuição do ritmo de crescimento da indústria no início de 2011, comparado ao verificado ao longo de 2010, deve continuar durante o ano. A avaliação é do gerente-executivo de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco. “A atividade industrial começou o ano de 2011 crescendo e a comparação com 2010 é positiva, mas o ritmo de crescimento é muito menor do que o que vinha sendo observado anteriormente”, afirmou o economista.

O faturamento real da indústria recuou 1,3%, em janeiro, na comparação com o último mês de 2010, de acordo com os Indicadores Industriais divulgados ontem pela CNI. Apesar de essa ser a segunda queda consecutiva, na comparação mensal, o faturamento da indústria ficou 7,9% acima do patamar registrado em janeiro do ano passado.

Já a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) na indústria recuperou-se da queda registrada em dezembro do ano passado e aumentou 0,2 ponto porcentual, para 82,6% em janeiro. Na comparação com janeiro do ano passado, a utilização do parque instalado aumentou 1,4 ponto porcentual. Castelo Branco destacou que os primeiros meses do ano normalmente têm atividade mais moderada, mas no decorrer do ano as taxas de crescimento devem continuar baixas em relação ao ano passado porque a base de comparação é alta. No início de 2010, por exemplo, ainda estava em vigor parte dos incentivos tributários concedidos pelo governo durante a crise.

As horas trabalhadas na indústria cresceram 0,6% em janeiro ante o mês anterior e acumulam crescimento de 3,7% ante janeiro de 2010. Ainda assim, ressaltou a CNI, esse indicador se mantém ao nível 3,3% inferior ao patamar pré-crise, de setembro de 2008.
Apesar da queda do ritmo da atividade industrial, o emprego voltou a crescer pelo terceiro mês consecutivo. O indicador de novas contratações aumentou 0,2% em janeiro na comparação com dezembro, com expansão de 4,8% ante janeiro de 2010.