92% das indústrias pretendem investir em 2011, aponta CNI
02/12/2010

Pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 92% do setor nacional pretende realizar investimentos no próximo ano. O dado representa uma elevação em relação a 2010, quando 89,6% das indústrias investiram.

O investimento médio também deve sofrer elevação, de 7%, passando de R$ 6,344 milhões em 2010 para R$ 6,798 no próximo ano. De 2009 para 2010, com a retomada dos investimentos após a crise financeira, a alta foi ainda maior, de 80%.

Entre as empresas que investiram este ano,94,8% pretendem fazer o mesmo em 2011. Entre as que não investiram, o percentual cai para 68,1%.

De acordo com a CNI, os planos de investimento para o ano que vem mantêm-se voltados para a capacidade produtiva. Apenas 21,3% das empresas têm como objetivo principal o lançamento de novos produtos.

Os planos também estão cada vez mais direcionados para o mercado interno, com 77,8% das empresas consultadas focando principalmente ou exclusivamente esse público.

De acordo com o levantamento, 61,4% das empresas industriais puderam investir conforme o planejado este ano. Outras 37,5% realizaram seus investimentos parcialmente; e em apenas 1,1% dos casos o investimento foi adiado ou cancelado.

“A reavaliação da demanda/alta ociosidade e a incerteza econômica foram as principais razões de adiamento total ou parcial dos planos de investimentos. No entanto, chama a atenção o problema de dificuldades com burocracia – o terceiro principal problema –, assinalado por 31,9% das empresas que não realizaram seus planos de investimento como planejado, ante apenas 16,0% em 2009”, diz a CNI em nota.

Dentre as empresas pesquisadas, 23,4% afirmam que a capacidade instalada atual é menor que a adequada para atender a demanda prevista para 2011. Dessas empresas, 98,1% planejam investir em 2011.

A maior parte da indústria acredita ter capacidade produtiva suficiente para atender a demanda prevista: 67,7% das empresas responderam que a capacidade atual é adequada, enquanto apenas 8,9% acreditam ter capacidade mais que adequada.