Especialista mostra como confeccionar mobiliários adaptados mais baratos para crianças com disfunção neuromotora
02/07/2010

Os profissionais e estudantes de terapia ocupacional do ABC Paulista vão aprender a fazer mobiliários adaptados com tubos, conexões, fios e chapas de PVC, para serem usados por crianças com disfunções neuromotoras. O Instituto do PVC, em parceria com a Faculdade de Medicina do ABC, a Agência de Desenvolvimento do ABC e a Solvay, realizará nos dias 3 e 4 de julho um workshop com Grace Gasparini, profissional que desenvolveu a técnica e Sandra Zoratti fisioterapeuta que ministra o curso em parceria com a Grace. O evento acontecerá, em Santo André.

Cada um desses mobiliários - cadeiras com bandeja, cadeiras de banho, andadores, mesas reguláveis, entre outros mobiliários – é desenvolvido sob medida para cada criança, já que visa proporcionar segurança e desenvoltura na locomoção e, assim, corrigir a postura. Segundo Grace Gasparini, a reabilitação com os mobiliários de PVC proporciona resultados mais efetivos. “Isso ocorre porque os materiais utilizados são leves, de fácil manuseio, regulagem, higienização e de custo mais acessível”, afirma Gasparini.

Outro ponto importante é o envolvimento dos familiares das crianças. Os mobiliários são desenhados sob medida para cada criança e os familiares, participam desse processo juntamente com os terapeutas ocupacionais. "Com a maior participação da família há ganhos na qualidade de vida, à medida que a inclusão dos pais estimula a evolução da reabilitação das crianças", completa Grace Gasparini.

O início dos trabalhos - Grace Gasparini é terapeuta ocupacional, e foi professora das disciplinas de Prótese e Órtese e Tecnologia Assistiva do curso de Terapia Ocupacional da UCDB em Campo Grande/MS até 2008 e do curso de pós-graduação em Terapia Ocupacional do Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium (Unisalesiano). Em 2006, ela, que já trabalhava com equipamentos destinados ao tratamento de disfunções neuromotoras, passou a experimentar o PVC como alternativa. A Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), de Campo Grande/MS disponibilizou o espaço da clínica-escola para a realização das pesquisas e os primeiros passos do projeto ocorreram com crianças carentes da cidade e arredores.

A parceria com o Instituto do PVC vem desde essa época e, de lá para cá, Grace Gasparini vem percorrendo o Brasil divulgando esse conhecimento. Em 2007, com a parceria do Instituto do PVC e a Associação Catarinense de Ensino (ACE), o projeto chegou a Joinville na forma de um workshop. O objetivo era fazer com que agentes que lidam com pessoas portadoras de disfunções neuromotoras - acadêmicos, terapeutas ocupacionais e de agentes de ONG's - se tornassem multiplicadores dessa técnica na região. Hoje, a oficina desenvolvida na região atua regularmente e já desenvolve equipamentos também para a terceira idade.

Para Miguel Bahiense, presidente do Instituto do PVC, a indústria brasileira do PVC tem o compromisso de apoiar projetos sociais, “ainda mais quando as características do produto, como versatilidade, custo-benefício, entre outras, são fundamentais e benéficas no processo de desenvolvimento", afirma. Bahiense explica que os mobiliários para crianças com disfunções neuromotoras encontrados no Brasil geralmente são importados e de alto custo. Quando desenvolvidos com tubos, conexões, entre outros produtos, feitos em PVC se tornam acessíveis, inclusive para as camadas mais carentes da população.

O Instituto do PVC tem o compromisso de orientar as empresas associadas a adotarem posturas socialmente responsáveis, no intuito de promover crescimento sustentável do setor, difundindo suas características técnico-científicas, ambientais e de reciclabilidade, sempre fundamentadas em ações éticas.