Unigel eleva capacidade de fábricas e amplia mercado
23/04/2010

O grupo Unigel concluiu investimentos da ordem de R$ 500 milhões para a ampliação da capacidade de produção de suas unidades produtoras de sulfato de amônio, matéria-prima para a produção de fertilizantes, e metacrilato (acrílico), instaladas na Bahia. Ganhamos escala e nos tornamos importantes 'players' mundiais em metacrilato. Com o aumento da produção de sulfato de amônio, será possível reduzir a dependência do país do mercado externo para a produção de adubos", afirmou Marc Slezynger, vice-presidente executivo da empresa. Os aportes da Unigel no País já somam cerca de R$ 2 bilhões nos últimos dez anos, dos quais metade foi investido na Bahia.

Na fábrica de metacrilato, instalada em Candeias (BA), a empresa saltou de uma capacidade de produção de 30 mil toneladas para 90 mil toneladas/ano. "Também inauguramos no início deste ano uma unidade no México, no complexo petroquímico de Morelos, o que nos dá uma capacidade global de produção de 120 mil toneladas por ano. Com isso, nos tornamos o sexto maior produtor mundial desse produto", afirmou o executivo. O metacrilato é uma matéria-prima utilizada pelas indústrias da construção civil, tintas, revestimentos e eletroeletrônicas.

Toda a produção de metacrilato da Unigel é voltada para o mercado externo, segundo o executivo. Os principais importadores são os países da União Europeia e Ásia.

A nova unidade de sulfato de amônio tem capacidade para produzir 200 mil toneladas por ano, dobrando a capacidade atual do grupo para 400 mil toneladas. Com a maior produção desse insumo no país, as indústrias reduzem sua dependência do mercado internacional. "Toda essa produção de sulfato de amônio é consumida no mercado interno", disse.

Segundo Slezynger, o grupo deve encerrar este ano com faturamento da ordem de R$ 2,8 bilhões. Se concretizadas estimativas, será um aumento de 40% sobre 2009. "Metade desse crescimento é atribuído ao aumento de capacidade de nossas unidades e outra parte ao crescimento da demanda", afirmou. Os recentes investimentos devem gerar uma receita anual adicional de R$ 350 milhões.

Em setembro do ano passado, o grupo adquiriu a fábrica de poliestireno da Basf, o que colocou a companhia na liderança da produção dessa resina no Brasil ao lado da americana Dow. No início do ano passado a companhia também reinaugurou a fábrica da antiga Estireno do Nordeste (EDN), instalada no polo petroquímico de Camaçari, que pertencia à Dow.

Criada em 1966 em São Paulo, o grupo possui um complexo industrial com 15 unidades no Brasil e no México, que produzem matérias-primas destinadas ao setor automobilístico, construção civil, agrícola, sobretudo.