Petrobras prevê investir R$ 390 bilhões até 2014
19/03/2010

Petrobras prevê investir R$ 390 bilhões até 2014, mas não informa se Comperj terá custo ampliado
A Petrobras anunciou, na sexta-feira (19), a aprovação do seu novo Plano de Negócios, que prevê investimentos
entre US$ 200 bilhões e US$ 220 bilhões de 2010 a 2014 - em reais, algo entre R$ 360 bilhões e R$ 390 bilhões.
O plano antigo projetava R$ 174 bilhões de 2009 a 2012. No limite inferior, a estatal alocará 15% a mais em
seus novos negócios. No superior, os gastos crescerão 26%. A estatal não detalhou, porém, os projetos que
estão incluídos no plano, nem quais deixaram de ser viáveis. Tampouco informou se alguns foram revistos -
como o Comperj, que passa por reavaliação de projeto, e deve ter seu custo ampliado. Para o primeiro ano,
estão reservados R$ 88,5 bilhões - 42% vão para a área de E&P e 38% para a de abastecimento. Em 2009, a
Petrobras investiu R$ 79,8 bilhões. Se concretizada a meta, haverá uma expansão de 25% de um ano para o
outro. Neste ano eleitoral, a Petrobras também separou uma lista de projetos a serem apresentados ao governo,
para inclusão no chamado PAC 2. A cifra a ser levada para o Executivo soma R$ 265 bilhões, entre 2011 e
2014. Segundo o diretor de abastecimento, Paulo Roberto Costa, o Complexo Petroquímico do Rio de janeiro
(Comperj), que tem como ponto de partida uma refinaria, inicialmente dimensionada em 150 mil barris/dia
está sofrendo várias modificações que incluem a ampliação da capacidade de processamento para 165 mil
barris/dia, a provável construção de uma 2ª etapa, com mais 165 mil barris de capacidade, e a troca do prazo
para inauguração de dezembro de 2012 para setembro de 2013. No novo cronograma, a parte petroquímica
ficaria para fim de 2014. Costa afirmou que a parte petroquímica do complexo está totalmente mantida e que
a Petrobras deverá ter, até agosto, para negociar com a Braskem sua adesão ao projeto (120 dias após a
concretização final da compra da incorporação da Quattor pela Braskem, prevista para meados de abril). O
executivo disse ainda que, na próxima semana, contrata a unidade de coque e o pátio de coque do complexo,
terceira unidade a ser encomendada. Na semana passada foram assinados os contratos das unidades de
destilação e de hidrocraaqueamento catalítico (HCC). A Petrobras economizou R$ 2,8 milhões entre as
primeiras propostas apresentadas pelas três unidades e o valor final acordado (R$ 4,3 milhões pelas três). Ele
ameaçou fazer concorrência internacional, se as empresas nacionais seguirem apresentando preços muito
elevados.