Exportações de resinas plásticas crescem 16% em 2005
09/12/2005

São Paulo, 09 de dezembro 2005 – O Sindicato da Indústria de Resinas Plásticas (Siresp) informa que o balanço projetado das exportações de janeiro a dezembro foi da ordem de 886,4 mil toneladas. Esta marca superou 16,1% o mesmo período em 2004, quando o montante chegou a 763,2 mil toneladas. Destaque para o polietileno de baixa densidade linear (PEBDL) que teve elevação de 45,3%. O polipropileno (PP) e o policloreto de vinila (PVC) tiveram crescimento de 42,2% e 26,4%; respectivamente.



Segundo o presidente Siresp, José Ricardo Roriz Coelho, apesar das expectativas de incremento nas vendas em território nacional, o desaquecimento do mercado interno incentivou as indústrias a escoarem sua produção para os mercados estrangeiros. O cenário externo, ainda abalado pelos efeitos dos furacões na América do Norte, apresentou grandes oportunidades de venda. “Com a parada de produção dos EUA, grande fornecedor regular de resinas plásticas, a falta de produtos ampliou o mercado consumidor atendido pelo Brasil resultando no aumento das exportações”, destaca Roriz Coelho.



Os números do Siresp apontam elevação de 1,6% no consumo aparente (produção + importação - exportação), passando de 3.780 milhões de toneladas, em 2004, para 3.793,8 milhões de toneladas este ano. Entre as resinas, as 1.078,2 milhões de toneladas de PP ultrapassaram 3,8% a quantidade de 2004, enquanto que o PVC saltou 3,3%. O consumo aparente de polietileno de baixa densidade (PEBD) também cresceu e marcou 2,6% a mais que o registrado no ano passado.



De acordo com o presidente do Siresp, o ano de 2004 foi muito bom para toda a indústria brasileira. Entretanto, apesar dos esforços da cadeia produtiva, 2005 não esteve à altura do esperado. “Passamos por momentos adversos na economia. O primeiro semestre ficou abaixo das expectativas, altas taxas de juros - ao longo do ano, excessiva carga tributária, forte valorização do real e, por fim, queda no PIB industrial, marcam este ano para o nosso setor”, diz o executivo, que também aponta a crise política, cujo desenrolar se estende por meses, como responsável pelo declínio de novos investimentos e geração de negócios.





Apesar do cenário interno, houve crescimento de 2% na produção, de acordo com dados projetados do Siresp. A produção nacional chega perto de 4.150 milhões de toneladas. Entre os principais consumidores de plástico, o balanço da produção industrial, medido de janeiro a setembro pelo IBGE, aponta incremento da atividade nos setores automobilístico (8,8%), cosméticos (12,9%), linha branca (16,3%), embalagens plásticas (7,4%), alimentos e bebidas (3,9%) e construção civil, (2,9%). A produção de PP cresce 7,5%, seguida pelo PEBDL, 4,5%.



No acumulado de janeiro a dezembro, estima-se que as vendas internas de PEBDL cheguem a quantidades 2,2% maiores que em 2004. A projeção aponta incremento na venda interna também do polietileno de alta densidade (PEAD) e do poliestireno (PS), em 1,2% e 0,2%, respectivamente.



De janeiro a outubro, a indústria de resinas operou com 85% de sua capacidade produtiva. A indústria de insumos petroquímicos, por sua vez, trabalhou com 94% de sua capacidade instalada. O Siresp estima que consumo per capita de plástico aumente, este ano, dos atuais 23,2 kg/hab/ano, para 25 kg. Segundo Roriz Coelho, o setor acredita que no próximo ano a dinâmica da economia estará mais favorável para o crescimento da indústria petroquímica e do plástico.





Marcio Freitas e Fernanda Cancio