Oxiteno também pode ir às compras
13/11/2009

E as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste são os próximos alvos. Segundo o diretor-presidente do grupo, Pedro Wongtschowski, a companhia pretende, nos próximos anos, aumentar a presença nesses mercados, onde sua participação é de cerca de 9%, ante 28% nas regiões Sul e Sudeste. "Temos uma avenida para crescer", diz Wongtschowski. A expansão pode ocorrer, explica o executivo, por meio da abertura de novos postos, conversão dos chamados bandeira branca (sem vínculo com um único distribuidor) ou compra de redes regionais. As maiores oportunidades, no entanto, estão no "embandeiramento". As redes sem marca, que representam hoje 20% do mercado, têm sido alvo de intensa fiscalização e controle do governo. "O espaço de muitos deles, que trabalham na informalidade, está se reduzindo paulatinamente e isso representa uma chance de crescimento para a Ipiranga." Na origem do otimismo da companhia estão os números da frota de automóveis brasileira. Estima-se que, este ano, a indústria nacional produza 3 milhões de veículos, o melhor resultado da história. No terceiro trimestre, as vendas de combustíveis para veículos leves nos postos do grupo subiram 72% em relação ao mesmo período de 2008. Parte desse resultado se deve à integração das lojas da Texaco, processo iniciado no final do primeiro trimestre 900 dos cerca de 1,3 mil postos já mudaram de bandeira. O negócio de R$ 1,16 bilhão, fechado em agosto de 2008, fez a rede do Grupo Ultra atingir 5,5 mil postos. Além da distribuição de combustíveis, a companhia atua em químicos, com a Oxiteno, na área de logística, com a Ultracargo, e na distribuição de gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, com a Ultragaz. Segundo Wongtschowski, os negócios foram pouco atingidos pela crise global. De janeiro a setembro, a Ultrapar somou uma receita líquida de R$ 25,6 bilhões, 24% mais que o mesmo período de 2008. O lucro foi de R$ 318 milhões, praticamente estável.

(Fonte: Agência Estado)