Para a Basf o dólar caro é um doce veneno
31/08/2009

O alemão Rolf-Dieter Acker, presidente na América do Sul da maior empresa química do mundo, a Basf, tem uma visão incomum da economia brasileira. Como executivo de uma companhia que atua em diversos segmentos, da construção civil ao agronegócio, e tem um faturamento regional de US$ 2,1 bilhões, ele comemora a valorização do real, critica o "imediatismo" dos exportadores e defende no meio corporativo uma postura mais de longo prazo. "A valorização da nossa moeda indica que a economia vai bem. Torcer pelo dólar é um erro. Dólar caro é um doce veneno", afirma o executivo. Essa postura polêmica se repete há quase uma década. Não por acaso, Acker é tido no meio corporativo como um guru em economia sul-americana. Em 2008, o setor agro cresceu 27%, com vendas de 769 milhões de euros, e o de tintas, 13%. “Se o dólar cai, é sinal de que está entrando moeda estrangeira na economia, de que o consumo interno deve crescer e de que há a chance de investir na modernização dos processos produtivos e aumentar a produtividade e, por consequência, a competitividade”, diz Acker. Para ele, uma moeda forte é bom sinal, significa a volta da confiança e bom cenário para a indústria e para os investimentos.

(Fonte: Revista Istoé Dinheiro)