Discussão ambiental cresce e vira provisão na Ultrapar
24/08/2009

As discussões judiciais ou administrativas relativas a questões ambientais começaram a aparecer, com mais frequência, entre as contingências das empresas. Das 30 maiores companhias de capital aberto, nove - entre elas a Petrobras e Ultrapar - mencionam contingências ambientais em seus balanços financeiros. Algumas mantêm provisões. Especialistas explicam que isso não significa que as empresas estão poluindo ou infringindo mais a legislação de meio ambiente. O fenômeno é resultado da exigência, cada vez maior dos investidores, em relação a possíveis passivos ambientais. Paralelamente, há também regulamentação mais rígida, para contabilização das discussões da área. Além disso, há fiscalização acirrada tanto de órgão federais e estaduais, o que tem gerado maior volume de autuações e discussões judiciais. Como resultado natural, surgem as provisões. "É como uma empresa com mão de obra intensiva ou muitas operações. Isso naturalmente gera um grande volume de disputas trabalhistas e tributárias", compara o consultor Pedro César da Silva, da ASPR Auditoria e Consultoria. Nas demonstrações financeiras de junho, a Ultrapar fez provisão de R$ 28,47 milhões, na Texaco, relacionada a questões ambientais e litígios de clausulas contratuais.

(Fonte: Valor Econômico)