Plástico verde
10/08/2009

O diretor responsável pela execução do projeto da Braskem, Guilherme Guaragna, venceu uma etapa importante: acaba de ser concluída a estrutura de concreto, que vai suportar a tubulação característica das plantas petroquímicas, - pipe rack - crucial para o avanço das instalações no polo gaúcho. A unidade que transformará etanol em resina para produtos plásticos tem o desafio de entregar até outubro de 2010. “Quando se avança bem nessa fase, abre uma frente de trabalho importante”, destaca Guaragna, que já entregou o projeto de Paulínia, em prazo recorde. A estrutura em breve começará a ser revestida por quilômetros de tubulações, pelas quais percorrerá primeiro o etanol, que se transformará em eteno verde depois da combinação entre alta temperatura e pressão. Primeira do mundo com essas características, a unidade de eteno verde tem como principal diferença em relação às tradicionais, os reatores, nos quais é feita a desidratação do álcool de cana. Na obra, já estão preparadas bases circulares para esses equipamentos, que substituem o craqueamento (quebra de moléculas) nas unidades tradicionais. O etanol é aquecido a 470°C para se transformar na primeira etapa do processo, que o converterá numa resina plástica, com as mesmas características das usadas em fábricas de sacos e frascos, ao redor do mundo. Entre fevereiro e abril do próximo ano, a obra deve atingir seu pico, com 1,5 mil pessoas trabalhando.

(Fonte: Zero Hora)