Parcerias e estratégias para desenvolvimento e inovação
20/07/2009

O professor Fernando Galembeck, do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), defende a aproximação entre ciência e indústria. "Não dá para pensar em pesquisa científica desvinculada do contexto", afirmou Galembeck. Segundo ele, as universidades, as empresas e os governos perdem oportunidades por falta de parcerias e de estratégias para desenvolvimento e inovação, o que poderia tornar o País mais competitivo e desenvolver áreas que ainda dependem de outros países. Galembeck destacou que os produtos e processos industriais de maior rentabilidade atualmente no mercado são, geralmente, os mais novos, “e os produtos mais novos são, na maioria das vezes, justamente aqueles com mais aporte recente de conhecimento”. Ele acredita que o Brasil pode liderar a "transição global para uma era do pós-petróleo", mas ressalta que é necessário definir onde se quer investir conhecimento e recursos. Para o cientista, o Brasil tem grande capacidade de transformar conhecimento em riqueza e citou o exemplo do setor dos biocombustíveis e o da indústria química nacional, esta última com faturamento de US$ 140 bilhões, em 2008. O setor químico no Brasil, segundo Galembeck, produz e exporta tecnologias, gera patentes, opera em redes e emprega doutores, a exemplo de grandes empresas privadas de sucesso que têm na pesquisa científica o ponto de partida de seus negócios, como Braskem, Orbys, Oxiteno, Aché e Bunge. "Na Oxiteno, por exemplo, 54% da produção atual provém de projetos recentes de pesquisa e desenvolvimento. Ou seja, se não tivesse pesquisa, não existiria faturamento", destacou.

(Fonte: Agência Brasil)