Fôlego ao mercado de PP
06/07/2009

A redução do imposto sobre produtos industrializados (IPI) para o setor automotivo e itens da linha branca deu novo fôlego para a venda de polipropileno (PP), no Brasil. A demanda pela resina, que tem suas principais aplicações no segmento de bens de consumo, apresentou queda no primeiro trimestre de 2009, frente a igual período de 2008, mas sinalizou recuperação, ao longo do segundo trimestre. Esse movimento, segundo Braskem e Quattor, foi influenciado pelo incentivo fiscal concedido pelo governo federal a partir de dezembro de 2008 no caso da indústria automotiva e de abril passado para os itens de linha branca. Beneficiadas pela retomada da demanda de seus clientes, as duas petroquímicas já contabilizam os resultados positivos dos primeiros meses de incentivo, principalmente nos itens de linha branca. Números preliminares da Braskem apontam que as vendas para o segmento, entre abril e maio, superaram os negócios feitos no mesmo período de 2008, antes, portanto, do agravamento da crise mundial. Por conta disso o índice de vendas da companhia para os fabricantes de produtos da linha branca, que apresentou retração no primeiro trimestre, reverteu a tendência e fechou o acumulado anual até maio, com elevação de aproximadamente 2% sobre 2008. "Entre janeiro e março, o mercado andou praticamente de lado, com leve retração. Mas a partir de abril já registramos uma melhora importante em relação ao ano passado", destaca o diretor comercial da Unidade de Negócios Polipropileno da Braskem, Marcelo Mancini. De acordo com ele, o segmento de eletrodomésticos - não há uma estimativa própria dos itens de linha branca - responde por aproximadamente 6% do consumo de PP no mercado doméstico. As vendas internas de PP da Braskem, no primeiro trimestre, caíram 9% frente ao mesmo período de 2008, para 135 mil toneladas. A Quattor também constatou recuperação substancial dos negócios, no segundo trimestre. "Já com o efeito do IPI, registramos um crescimento da ordem de 25% nas vendas para o segmento de linha branca sobre o primeiro trimestre. Esse resultado é mais do que o dobro do estimado para o segmento de PP no mercado interno como um todo", destaca o gerente de Marketing da Unidade de Polipropileno da Quattor, Gustavo Sampaio. As estimativas da fabricante apontam para um crescimento de 10% a 12%, no total de vendas domésticas de PP, no segundo trimestre, frente aos três primeiros meses deste ano - a empresa não especificou as vendas domésticas de polipropileno, no 1º trimestre de 2009. De acordo com dados divulgados pelo IBGE, a categoria de bens de consumo duráveis, na qual estão incluídos os eletrodomésticos e os automóveis, apresentou expansão de 3,8% na produção industrial em maio, sobre o mês anterior. Foi a maior alta entre os segmentos analisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

(Fonte: Agência Estado)