Múltis estão otimistas com o pré-sal
30/03/2009

O ritmo de interesse de investimentos das empresas estrangeiras no Brasil vai ser definido pelo novo marco regulatório do setor de petróleo, que está sendo desenhado por uma comissão interministerial sem prazo para ficar pronto. As empresas que não tem áreas no pré-sal, como a Chevron e a BP, pretende investir somas consideráveis para recuperar o tempo perdido quando o governo voltar a liberar áreas no mar. "Estamos com o bolso preparado para novas áreas e para aquisição de participações. Nesse momento o Brasil é uma das províncias mais promissoras do mundo", afirma o angolano Daniel Rocha, presidente da Chevron Brasil, garantindo que vai adotar uma postura "mais agressiva" no país. Também o presidente da BP Brasil, Shafe Alexander, outro entusiasta, diz que a empresa aguarda o novo marco regulatório para decidir investimentos no país. A empresa não tem atualmente nenhum bloco exploratório ou em produção aqui, e quer voltar a operar no Brasil em grande escala. Ela foi sócia de um consórcio que reunia grandes empresas na exploração de um bloco gigantesco na Foz do Amazonas no início da década passada, mas ele foi devolvido sem resultados.

(Fonte: Valor Econômico)