Petroquímica
09/03/2009

A Petrobras sozinha responde por 33% do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em PE, através da Refinaria Abreu e Lima e do Polo Petroquímico, previstos para o Complexo Industrial Portuário de Suape. Sem contar os milhares de postos de trabalho na construção das fábricas, serão empregadas 3.300 pessoas na fase de operação, direta e indiretamente. Os projetos agora estão em obras, mas com furos nos cronogramas. De longe, o atraso mais significativo foi o do Polo Petroquímico, tocado pela subsidiária da Petrobras, a Petroquisa. Oficializado em abril de 2006, nasceu com duas fábricas e um sócio, a Citene, parceria de empresas do setor têxtil encabeçadas pela Vicunha. No planejamento, a primeira das duas fábricas a operar, a de filamentos de poliéster, deveria estar em produção desde 2007. O prazo da outra, uma planta de PTA, era para o início deste ano. Muita coisa mudou no projeto, desde seu anúncio: o financiamento atrasou e a Petroquisa perdeu o sócio e, ainda assim, anunciou outra fábrica no polo, de resina PET. A subsidiária da Petrobras reuniu todo o projeto sob uma única empresa, a Petroquímica Suape. O superintendente da companhia, Richard Ward, explica que foram fechados contratos para 83 equipamentos de linha de produção e também da estação de tratamento de água, que vai atender o polo. Esta semana, será aberta a licitação para o projeto de integração das três fábricas, concebidas em separado. A terraplenagem da planta de PTA está pronta e, em janeiro, começou a das outras duas. Desde outubro, a Petroquisa negocia com a indiana Reliance, para se associar ao projeto. Mas, segundo Ward, “com a crise, a Reliance postergou investimentos em qualquer lugar do mundo”, afirmou o executivo. Ele disse ainda que a empresa esta interessada em ser sócia. “Acertamos um convênio e vamos treinar 18 operadores por mês, até o início das operações, em julho de 2010”, disse Ward.



(Fonte: Jornal do Commercio - PE)