Retomada da petroquímica
02/03/2009

As empresas petroquímicas que desativaram fábricas no fim do ano passado para adequar os estoques à queda da demanda, religaram suas unidades e voltaram a produzir acima dos 90% da capacidade, mesmos índices anteriores ao agravamento da crise em outubro. A Quattor fez uma parada programada de manutenção entre agosto e novembro, que coincidiu com o advento da crise. Depois paralisou duas fábricas de produção de polipropileno, que voltaram a operar em novembro. Ela aumentou o volume de suas vendas externas para 40% do total produzido, ante um terço antes da crise. A volta da produção além dos 90% da capacidade também está relacionada à decisão estratégica de tornar as fábricas mais competitivas. "Voltamos a operar normalmente e a retomada pós-dezembro se deveu principalmente à exportação", disse o presidente da Quattor, Vítor Mallmann. Segundo o executivo da segunda maior petroquímica brasileira, a desvalorização do real frente ao dólar deu à companhia maior competitividade, permitindo elevar o volume de exportação. Já a Braskem tem vendido mais no mercado externo, que hoje já representa mais de 35% do seu volume de produção, ante um quarto antes da crise. "Temos conseguido boas oportunidades de colocar nossa produção no exterior, principalmente na Ásia e América Latina", disse Manoel Carnaúba, vice-presidente de petroquímicos básicos da Braskem. Segundo Carnaúba, a demanda interna voltou, mas ainda é cedo para saber se se trata de um movimento relacionado à regularização dos estoques ou um aumento do consumo. Segundo Mallmann, a expectativa é que o prazo de três meses seja suficiente para a regularização do nível de estoques. "O pior no mercado interno parece ter passado, mas ainda existe muita volatilidade externa", disse.

(Fone: Valor Econômico)