Demanda na área petroquímica retorna sua capacidade
02/02/2009

O setor passou por um processo de redução de estoques entre novembro e o início deste ano, em meio à retração do crédito. Além disso, a queda da demanda internacional e a consequente diminuição das exportações levaram a uma redução da produção da Braskem em dezembro. Agora, o presidente da Braskem, Bernardo Gradin, conta que a capacidade começa a ser retomada. "Hoje estamos operando entre 60% e 65% da capacidade e esperamos chegar a 75% em fevereiro", disse. "Mas ainda não tenho como dar um horizonte de quando voltaremos à plena carga." A queda do consumo no exterior afeta diretamente os negócios da Braskem, empresa que atua em um mercado global e que destina 32% de suas vendas ao exterior. "A recessão mundial vai afetar preços e o mercado como um todo." Segundo ele, se a China conseguir crescer 8% neste ano - como afirmou em Davos o primeiro-ministro Wen Jiabao -, a demanda por produtos petroquímicos da Braskem no exterior em 2009 ficará no mesmo nível do ano passado. Ou seja, no melhor cenário, o consumo empata. No mercado interno, a situação é considerada melhor. Gradin não acredita que o Brasil entrará em recessão técnica e vê alta de 5% na demanda nacional de plásticos. O presidente da Braskem contou que as negociações para um novo modelo de preços para a nafta, principal matéria-prima da empresa, continua em andamento. "Estou otimista para que consigamos chegar a um acordo com a Petrobras", afirmou.

(Fonte: Agência Estado e o portal Monitor Mercantil)